sábado, 28 de fevereiro de 2009

Just Because






Só para dizer "Olá"...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

The show must go on












Glória a uma India de mil e um horrores, a um defunto bem amado, a um Jackman inspirado, a um Sean Penn de outro mundo, a uma Winslet finalmente justiçada, a uma Penélope endiabrada, a um Danny Boyle surrealista...
The show must go on...


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A hora proibida...


Já lá vai o sol abaixo
já lá vai a luz do dia
já lá vai o meu amor
com quem eu me divertia.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A noite mais longa




Vou ouvir falar de bilionários indianos, de leitores nazis empedernidos, de lutadores renascidos, de penelopes incendiadas e de defuntos saudosos. Vejam se não sou bruxo!


É a noite do OSCAR, meu eterno Amigo.


Boa "note". Até amanhã...




PS - Querida Meryl - mas o justo prémio seria para ti. Sem dúvida!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Transcrições


Depois do Mário Crespo, achei que a Clara Ferreira Alves vinha a calhar, com a sua acutilância, actualidade e frontalidade.

"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.


Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.


Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Unir...


“(...) Atravessei o jardim solitário e sem lua,
Correndo ao vento pelos caminhos fora,
Para tentar como outrora
Unir a minha alma à tua (...).

In “O jardim e a noite” Sophia de Mello Breyner Andresen, “Cem poemas de Sophia”

Crónica da vida e da morte


Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia.

Duas propostas que em comum têm a ausência de vida.

A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro.

Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida.

O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência.

Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos.

O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido.

Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.

E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime.

O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.


Mário Crespo



À vossa consideração...


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ocaso(s)


Hoje quero sentir-me aqui.
Perdido. mas extasiado por esta esmagadora paisagem em que nada vale senão o vento e a luz.
Para que mais tarde possa levar para a outra vida uma réstia desse som...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

The Heart Nebula

não aprecio a ostentação e o apelo ao consumo da data que hoje se celebra.


Chuva (de)cadente


Para quem está farto desta chuva que não pára!!!
No link abaixo, limpe o vidro com o rato... e verá que a Primavera está aí a chegar. Mesmo.
http://www.eldogma.com.ar/flyers/diaprimavera/default.asp

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A dança das horas (pequenas e grandes)





MOMIX é uma companhia de dançarinos conhecida internacionalmente pela apresentação de trabalhos de extrema beleza física e muita criatividade.

Eis os corpos.

Eis a rosa da pequena bailarina, aquela que roda, roda, roda, em busca de um melhor canteiro de vida. Noutros jardins. Os de pedra colorida. E os que não são proibidos...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

... E reencontro (de sangrentas despedidas e solenes reencontros com as mesmas pessoas é feita a vida, diz-me a magnólia)


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes
ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Despedida


Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.
Gastamos tudo menos o silêncio.
Gastamos os olhos com o sal das lágrimas,
gastamos as mãos à força de as apertarmos,
gastamos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastamos as palavras.
Quando agora digo: meu amor já se não passa absolutamente nada.
E no entanto,
antes das palavras gastas,
tenho a certeza que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus...
(Eugénio de Andrade)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Flama


A exuberância da excentricidade na natureza
e da precisão na arte.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O cais do 365º dia




Hoje é o 365º dia.
Da Magnólia
Faz um ano que a plantei.
Foi a 6.
Do 2º dia do mês do carnaval.
Sem máscara.
Com junquilhos.
E muita hera.
E tem crescido.
A olhos vistos.
De seiva branda.
De encanto a seis mãos.

Um abraço a nós, G. e P.
E aos magnólicos...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A vida tal qual ela é - uma estrada revolucionária


Já estreou.

A fita.

E a vida.


Vida cortada às postas, entre gritos, amores e ódios não sentidos.
Promessas que ficaram por cumprir, abandonos constantes, frustrações, solidões de ilhas no meio de tanta gente.
São tristezas de um casal. Suas alegrias mornas, pequenamente intensas, momentâneas. Opções erradas e menos certas. Sonhos desfeitos em nome do bem comum (qual?).
Cedo chega a altura em que só temos de desligar o aparelho e deixar de ouvir o que dizem os outros.
Com Leo DiCaprio e Kate Winslet.
Tanto de nós ali.

Na vida como nas fitas...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quando...

a natureza cria recintos de peregrinação e peregrinos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Ritinha passou por aqui


"Este som povoa a minha memória sonhada desde há muito tempo. Não me lembro de quando não a povoava. Não é a música mais bonita do mundo, nem uma letra só de felicidade, mas soa-me a anteautobiografia. Num sonho recorrente, a minha vida começa a mudar assim... numa multidão repleta de dois, em que tudo se altera. Este som é o som da vida que eu ainda não tive. Este som diz tudo de mim. Esta é a minha música. E já achei que podia ser de outros... o que diz bem de quanto os quis no meu depois... Agora, não sei..."

(A música é de Andrea Boccelli - L'abitudine)



Para a R. que descobri também navegar por um recanto lindo de morrer...


O endereço dos calmos sons da vida da Ritinha, perto do fofo novelo da nuvem mais branca que ela teceu, é:

http://poraquipasseimesmoeu.blogspot.com/2009_01_01_archive.html

Furtado/Morrison



Algo que ouço muito hoje em dia.
Para os magnólicos...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Real Politik


Discurso Político

ANTES DA POSSE
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.


DEPOIS DA POSSE

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

sábado, 31 de janeiro de 2009

Coimbra, em tempos idos...

Uma raridade...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Beleza!

Um eclipse solar parcial sobre a baía de Manila nas Filipinas.
A 26.01.2009, ocorreu o primeiro eclipse solar que foi visto de algumas partes de África, Austrália e Ásia.

Lavoisier


Na Natureza nada se perde - tudo (mesmo) se transforma...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Paragem no verde.


Ele estava ali, verde, redondo, alinhado, brilhante, com a sua convencional função. E os outros dois mortiços.
A vida trazia-me o pensamento nas nuvens e o instinto irreflectido mandou-me parar. Parei.
Só dei pelo erro quando o que me seguia apitou e eu me convenci que a buzina tinha o meu endereço.
Filosofei... mas que mal há em parar no "verde"?
... escapuli-me.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Yes, WE Can


Versão portuguesa do lema de Obama:





"YES, WEEK END"

domingo, 25 de janeiro de 2009

Voo pelo espaço

«A encosta é enorme, mas eu vou devagar com os pés bem firmes nos travões. Lá em baixo, a nossa casa é apenas um pontinho vermelho. Sei que o meu pai está à minha espera no fundo da rampa, escarrapachado na bicicleta. Sei que está a sorrir.
Assim que ganho velocidade, agarro-me com força ao volante e endireito-me como o meu pai me tinha ensinado. Gradual e calmamente, começo a soltar as mãos. Rapidamente estou a descer a encosta com os braços levantados para o céu e as mãos do vento a segurarem-me.
- Olha, Papá, olha!
Eu e a minha linda bicicleta somos uma só. Tenho oito anos. Sou a rainha do vento, montadas nas costas de uma pantera, rodas a chiar, pedras pelo ar, engolindo a estrada de seda preta.
Mas agora vou tão depressa que os meus pés não conseguem encontrar os travões. Agarro o volante, mas a pantera salta debaixo de mim, rugindo nos meus ouvidos. A roda vai para aqui, a roda vai para ali e estou a ir directamente contra o meu pai.
Os braços do papá abrem-se como asas. Não consigo falar, não consigo gritar, não consigo parar, cada vez mais depressa, cada vez mais perto. É então que voo pelo espaço, por cima do volante. Vou morrer. A minha cabeça choca com a dele com um estrondo horrível, o meu pé enrolou-se nas mudanças.
- Estás bem? - grita ele. - Estás bem?
Abro os olhos. A nossa casa alta e vermelha está de pernas para o ar por cima de mim. Levanto a cabeça e vejo a cara dele. o sangue cobre-lhe os dentes e corre pelo queixo abaixo. Meu querido e bonito Papá, o que foi que eu fiz?
Estamos todos embrulhados, o meu pai e eu: braços, raios de roda, pernas, correntes. Dói-me o corpo todo. Mas consigo sentir a respiração dele, para dentro e para fora, para dentro e para fora, suave como um murmúrio de uma borboleta. Estamos vivos. E aqui está esta paz, esta felicidade terna enquanto estou tranquila em cima do seu peito, por baixo da roda que continua a girar.»


Prólogo da obra, "A Guerra Secreta Do Meu Pai"
de Lucinda Franks

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um segredo bem guardado



Uma das melhores cantatas do ano findo em português.
Foi um segredo demasiado fechado.
E guardado...

Um amigo chamado OSCAR


Ei-los (tal como, na língua de Shakespeare, foram anunciados)


Performance by an actor in a leading role
Richard Jenkins in “The Visitor” (Overture Films)
Frank Langella in “Frost/Nixon” (Universal)
Sean Penn in “Milk” (Focus Features)
Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Mickey Rourke in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Performance by an actor in a supporting role
Josh Brolin in “Milk” (Focus Features)
Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder” (DreamWorks, Distributed by DreamWorks/Paramount)
Philip Seymour Hoffman in “Doubt” (Miramax)
Heath Ledger in “The Dark Knight” (Warner Bros.)
Michael Shannon in “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage)


Performance by an actress in a leading role
Anne Hathaway in “Rachel Getting Married” (Sony Pictures Classics)
Angelina Jolie in “Changeling” (Universal)
Melissa Leo in “Frozen River” (Sony Pictures Classics)
Meryl Streep in “Doubt” (Miramax)
Kate Winslet in “The Reader” (The Weinstein Company)


Performance by an actress in a supporting role
Amy Adams in “Doubt” (Miramax)
Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona” (The Weinstein Company)
Viola Davis in “Doubt” (Miramax)
Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Marisa Tomei in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Best animated feature film of the year
“Bolt” (Walt Disney), Chris Williams and Byron Howard
“Kung Fu Panda” (DreamWorks Animation, Distributed by Paramount), John Stevenson and Mark Osborne
“WALL-E” (Walt Disney), Andrew Stanton


Achievement in art direction
“Changeling” (Universal), Art Direction: James J. Murakami, Set Decoration: Gary Fettis
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Art Direction: Donald Graham Burt, Set Decoration: Victor J. Zolfo
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Art Direction: Nathan Crowley, Set Decoration: Peter Lando
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Art Direction: Michael Carlin, Set Decoration: Rebecca Alleway
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Art Direction: Kristi Zea, Set Decoration: Debra Schutt


Achievement in cinematography
“Changeling” (Universal), Tom Stern
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Claudio Miranda
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Wally Pfister
“The Reader” (The Weinstein Company), Chris Menges and Roger Deakins
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Anthony Dod Mantle


Achievement in costume design
“Australia” (20th Century Fox), Catherine Martin
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Jacqueline West
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Michael O’Connor
“Milk” (Focus Features), Danny Glicker
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Albert Wolsky


Achievement in directing
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Fincher
“Frost/Nixon” (Universal), Ron Howard
“Milk” (Focus Features), Gus Van Sant
“The Reader” (The Weinstein Company), Stephen Daldry
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Danny Boyle


Best documentary feature
“The Betrayal (Nerakhoon)” (Cinema Guild), A Pandinlao Films Production, Ellen Kuras and Thavisouk Phrasavath
“Encounters at the End of the World” (THINKFilm and Image Entertainment), A Creative Differences Production, Werner Herzog and Henry Kaiser
“The Garden” A Black Valley Films Production, Scott Hamilton Kennedy
“Man on Wire” (Magnolia Pictures), A Wall to Wall Production, James Marsh and Simon Chinn
“Trouble the Water” (Zeitgeist Films), An Elsewhere Films Production, Tia Lessin and Carl Deal


Best documentary short subject
“The Conscience of Nhem En” A Farallon Films Production, Steven Okazaki
“The Final Inch” A Vermilion Films Production, Irene Taylor Brodsky and Tom Grant
“Smile Pinki” A Principe Production, Megan Mylan
“The Witness - From the Balcony of Room 306” A Rock Paper Scissors Production, Adam Pertofsky and Margaret Hyde


Achievement in film editing
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Kirk Baxter and Angus Wall
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lee Smith
“Frost/Nixon” (Universal), Mike Hill and Dan Hanley
“Milk” (Focus Features), Elliot Graham
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Chris Dickens


Best foreign language film of the year
“The Baader Meinhof Complex” A Constantin Film Production, Germany
“The Class” (Sony Pictures Classics), A Haut et Court Production, France
“Departures” (Regent Releasing), A Departures Film Partners Production, Japan
“Revanche” (Janus Films), A Prisma Film/Fernseh Production, Austria
“Waltz with Bashir” (Sony Pictures Classics), A Bridgit Folman Film Gang Production, Israel


Achievement in makeup
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Greg Cannom
“The Dark Knight” (Warner Bros.), John Caglione, Jr. and Conor O’Sullivan
“Hellboy II: The Golden Army” (Universal), Mike Elizalde and Thom Floutz


Achievement in music written for motion pictures (Original score)
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Alexandre Desplat
“Defiance” (Paramount Vantage), James Newton Howard
“Milk” (Focus Features), Danny Elfman
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A.R. Rahman
“WALL-E” (Walt Disney), Thomas Newman


Achievement in music written for motion pictures (Original song)
“Down to Earth” from “WALL-E” (Walt Disney), Music by Peter Gabriel and Thomas Newman, Lyric by Peter Gabriel
“Jai Ho” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music by A.R. Rahman, Lyric by Gulzar
“O Saya” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music and Lyric by A.R. Rahman and Maya Arulpragasam


Best motion picture of the year
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), A Kennedy/Marshall Production, Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Ceán Chaffin, Producers
“Frost/Nixon” (Universal), A Universal Pictures, Imagine Entertainment and Working Title Production, Brian Grazer, Ron Howard and Eric Fellner, Producers
“Milk” (Focus Features), A Groundswell and Jinks/Cohen Company Production, Dan Jinks and Bruce Cohen, Producers
“The Reader” (The Weinstein Company), A Mirage Enterprises and Neunte Babelsberg Film GmbH Production, Nominees to be determined
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A Celador Films Production, Christian Colson, Producer



Best animated short film
“La Maison en Petits Cubes” A Robot Communications Production, Kunio Kato
“Lavatory - Lovestory” A Melnitsa Animation Studio and CTB Film Company Production, Konstantin Bronzit
“Oktapodi” (Talantis Films), A Gobelins, L’école de l’image Production, Emud Mokhberi and Thierry Marchand
“Presto” (Walt Disney), A Pixar Animation Studios Production, Doug Sweetland
“This Way Up” A Nexus Production, Alan Smith and Adam Foulkes


Best live action short film
“Auf der Strecke (On the Line)” (Hamburg Shortfilmagency), An Academy of Media Arts Cologne Production, Reto Caffi
“Manon on the Asphalt” (La Luna Productions), A La Luna Production, Elizabeth Marre and Olivier Pont
“New Boy” (Network Ireland Television), A Zanzibar Films Production, Steph Green and Tamara Anghie
“The Pig” An M & M Production, Tivi Magnusson and Dorte Høgh
“Spielzeugland (Toyland)” A Mephisto Film Production, Jochen Alexander Freydank


Achievement in sound editing
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Richard King
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), Frank Eulner and Christopher Boyes
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Tom Sayers
“WALL-E” (Walt Disney), Ben Burtt and Matthew Wood
“Wanted” (Universal), Wylie Stateman


Achievement in sound mixing
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Mark Weingarten
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lora Hirschberg, Gary Rizzo and Ed Novick
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Ian Tapp, Richard Pryke and Resul Pookutty
“WALL-E” (Walt Disney), Tom Myers, Michael Semanick and Ben Burtt
“Wanted” (Universal), Chris Jenkins, Frank A. Montaño and Petr Forejt


Achievement in visual effects
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton and Craig Barron
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber and Paul Franklin
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), John Nelson, Ben Snow, Dan Sudick and Shane Mahan


Adapted screenplay
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Screenplay by Eric Roth, Screen story by Eric Roth and Robin Swicord
“Doubt” (Miramax), Written by John Patrick Shanley
“Frost/Nixon” (Universal), Screenplay by Peter Morgan
“The Reader” (The Weinstein Company), Screenplay by David Hare
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Screenplay by Simon Beaufoy


Original screenplay
“Frozen River” (Sony Pictures Classics), Written by Courtney Hunt
“Happy-Go-Lucky” (Miramax), Written by Mike Leigh
“In Bruges” (Focus Features), Written by Martin McDonagh
“Milk” (Focus Features), Written by Dustin Lance Black
“WALL-E” (Walt Disney), Screenplay by Andrew Stanton, Jim Reardon, Original story by Andrew Stanton, Pete Docter

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

21.1.1986

Nesta data, há 23 anos, eu a a C. cruzámos destinos.
A via é longa, cheia de escolhos, mas, lá longe, perto do absurdo do tempo infiel, haverá uma petita de ouro guardada pelo que hoje penamos, em nome de amores maiores e raízes perfeitas de nós...
Eu sei.
Por isso, fica aqui este estandarte de esperança.
Para ti.
Para mim.
Por nós...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

João A (esta vida de marinheiro)


A vida é, de facto, muito injusta, e muito curta.E tanto inútil por aí...algo horrivel para dizer, eu sei.
Sinto imenso a morte do João Aguardela...alguém por quem nutria uma grande admiração e carinho. Desejo acreditar que nos veremos novamente, algures, quando eu for para onde ele já está.
Uma homenagem emocionada.
Reproduzo uma foto e um texto que tirei da net.


João Aguardela com Sandra Baptista no tempo dos Sitiados, o grupo que lhe proporcionou o maior sucesso20 Janeiro 2009 - 00h30

Óbito: João Aguardela faria 40 anos em Fevereiro
Morreu artífice da música popular
João Aguardela, que em 1992 com os Sitiados pôs Portugal a cantar "esta vida de marinheiro está a dar cabo de mim/rapara para parapa raparaparê’’, morreu no domingo à noite, em Lisboa, vítima de cancro. Tinha 39 anos (faria 40 em Fevereiro) e a sua morte deixa mais pobre a música portuguesa.


Orgulhoso da tradição musical portuguesa, João Aguardela foi um visionário, um artífice da música popular portuguesa. Como matéria-prima elegeu as raízes profundas, que depois casava com sonoridades contemporâneas. Em 1994, tal ousadia valeu-lhe o Prémio Revelação atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Além dos Sitiados, com quem lançou cinco discos desde a fundação em 1987 até 2000, a Aguardela se devem ainda vários outros projectos que tiveram a virtude de rejuvenescer a música portuguesa. Foram os casos de Megafone (recolhas etnográficas de Giacometti e José Alberto Sardinha com electrónica), Linha da Frente (cantando autores como Manuel Alegre, Ary dos Santos, Fernando Pessoa e Natália Correia, entre outros) e, mais recentemente, A Naifa, que conjuga o fado clássico com linguagens pop. Com este projecto lançou três discos, o último dos quais, ‘Uma Inocente Inclinação para o Mal’, data do ano passado. Exemplo da sua versatilidade (e disponibilidade), Aguardela fez ainda a banda sonora do documentário ‘Labirinto do Atum’.

O músico não quis velório e a cerimónia fúnebre realiza-se hoje (16h00) no cemitério do Alto de S. João, Lisboa.

Irmandade


Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

Octavio Paz



Procura-se um Amigo (em sol maior)



Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.


Vinicius


À C., nossa Amiga, nosso eterno porto de abrigo, pelo seu Natal e pelas magnólias que já nos deu, em tom e coração...

Da C. e do P.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dar versos como a cerejeira


Acordar ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raíz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher os ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja

Eugénio de Andrade «As Mãos e os Frutos», 1948.

Nem vazio...nem solidão 2



Porque nunca cabem todas numa só mensagem.

Nem vazio...nem solidão






Apenas porque gostei das fotos.
Voilá.

sábado, 17 de janeiro de 2009

E se o relógio andasse para trás?





O tempo fascina-nos. Demais.
A sua passagem férrea certa, irredutível, incapaz de soluços e intermitências.
Mas podemos mudar os ponteiros do relógio. Enganá-los?
Aqui reside a gota de "pré-determinação", o toque "desumano", mesmo maquinal, que podemos considerar como o pormenor mais "fincheriano" no filme «O Estranho caso de Benjamin Button»: ele - com nome de botão, com nome de visionário -, nascendo velho e morrendo novo, tem o tempo "fechado", o tempo contado, sem a indefinição do tempo do homem comum (porque, por assim dizer, não há um limite para o avanço temporal mas há um limite preciso para o recuo temporal).
Com uma Blanchett soberba como sempre, um Pitt no seu melhor (e que bom recordar o par mítico de "Babel"), foi este o filme que mais me fascinou no último ano (ouçam a banda sonora de Desplat).
Mesmo.
Tanto como o próprio tempo.