quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

para o lado que sopra o teu vento



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Les Miserables

A indigência não tem fim. E, pelos vistos, não falta quem adore.
Pode não haver comida...pode não haver dinheiro para a renda...mas todos os pobres e miseráveis ficam contentes com os milhares que estes ignorantes e medíocres e inúteis vão ganhar na TVI, com a Casa dos Segredos...Decisão Final...Algo muito importante que a Teresa Guilherme, o Carlos Moedas e o FMI andam a apoiar e a defender como solução para o país. vamos todos para a casa e a Voz passa a FMI.
Que merda de gente e de país e que tristeza franciscana.
Não sei se vomite, se ria, se chore, se....não posso dizer.
Que Deus se apiede daquela maralha.
E XAU.

(Não consigo adicionar imagens neste momento.....mais uma razão para não vir aqui tão cedo.) Desculpem.
Gui

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013.........................


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

paz



Norah Jones – Peace

There's a place that I know where the sycamores grow
And daffodils have their fun
Where the cares of the day seems to slowly fade away
And the glow of the evening sun
Peace when the day is done

If I go there real late, let my mind meditate on everything to be done
If I search deep inside, let my conscience be my guide
Then the answers are sure to come
Don't have to worry none

When you find a piece of mind
Leave you worries behind
Don't say that it can't be done
With a new point of view
Life's true meaning comes to you
And the freedom you seek is one
Peace is for everyone
Peace is for everyone
Peace is for everyone

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O amor é uma pomba louca



AMOUR de Michael Haneke transporta-nos para o ocaso das vidas que se passam defronte a nós, dentro de nós, como passaportes de uma mortalidade que se crê vâ e melancólica, sempre à espera do fechar da cortina, do final do concerto de Shubert (que se ouve lucida e exaustivamente pela tela dentro), da prisão daquela doida pomba que nos entra pelo peito dentro, pela janela fora e que não somos capazes de manter aprisionada. É um homem que ama uma mulher, musa dos seus dias, é uma mulher que ensina Bach e Beethoven a quem a quiser ouvir. É o crepúsculo dela à beira de um sorriso dele, que dela cuida como porcelana, sem querer que mais ninguém lhe toque. E dela trata, lavando-a, erguendo-a das cinzas até ao último dos recursos e da decisão mais fatal porque mais libertadora. Não há filhos ou filhas que o prendam, há apenas um suave milagre erigido do amor dos homens e das mulheres que se amam para além da vida, por altura da morte, por causa da morte feita vida ou da vida à espera da morte...

Magníficos Trintignant e Riva numa sonata de outono a ver e a rever...
Porque «sur le pont d'Avignon, on y dance!»...
Até que a morte nos reúna e nela se faça vida!

sábado, 8 de dezembro de 2012

nome

Escrevo o teu nome que sei
O teu sinal que desvenda a tua vulnerabilidade de mulher só

Rodopio a mão pela areia que brota do teu mar
E sinto as algas tocarem-me no fundo do meu peito
Aquela pomba enlouquecida
Que trazes escondida nos cabelos
Sossega, então, no meu regaço
Até à hora em que me venhas ver de novo
Ensinando-me um novo nome

sábado, 24 de novembro de 2012

tarde triste


domingo, 11 de novembro de 2012

O sorriso de Peter Pan

No dia 8, numa tertúlia deliciosa em Sintra, onde se dissertou, em tom vadio e muito sério, sobre o superior interesse da criança (com a «minha» PGR, os meus mestres Laborinho e Leandro, a minha amiga Teresa Villas, comissária e paladina das crianças de Sintra e demais equipa), forjei, em tom de síntese, o seguinte:

«Chovia prata naquela noite.
A luz apagou-se.
Súbita, solene, urgente.

O Ricardo ficou quieto, com a voz também apagada.
Parda.
Indolor.
No escuro, recordou a 25ª hora em que perseguiu o riso do Peter pan, entre serpentinas de sorrisos que o cravo e a rosa que o geraram deixaram de ter guardado para si.
Nunca o encontrou.
Nunca lhe tocou.
O cravo e a rosa murcharam.
os homens deixaram de ter leme.
Sem dó.
Com piedade.
O avô, autor dos seus melhores poemas, já tinha partido rumo à Estrela Polar.
Sem nunca se ter despedido.
Com dó.
Sem piedade.
(...)
De repente, o relógio das horas loucas deu sinal de si.
Supremo.
Ufano.
Altivo.
Nasceu naquela aurora uma dádiva em forma de colo, a mais indecente de todas as obsessões.
Ouviu falar dos magos das regras.
Que trabalham de sol a sol, sempre suados. Esforçados.
De villas encantadas, de dinas coloridas e de salvadoras helenas.
De direitos e do seu superior interesse.
De rainhas filomenas.
De lúcios, leandros e vidais que falavam bem dele sem até o conhecerem.
Ouviu alguém dizer que o Amor é uma coisa muito complicada.
Mas ele queria essa complicação nos seus dias e nas noites.
Uma brisa correu célere.
O Ricardo tremeu de calor.
E percebeu, afinal, que alguém, em Sintra, tinha deixado uma luz acesa.
Por causa de si.
E foi nessa altura que, enfim, tocou no Peter Pan...
e voou!
(...)
Noutro casario, perto das ninfas de Byron, Teresa acordou, com um solene compromisso.
E, aliviada, apagou a vela...»


Paulo Guerra, 22h30m do dia 8.11.2012, no ORISHAS em Sintra.

domingo, 4 de novembro de 2012

49

parabéns a mim, pelo dia do 49º degrau (ontem).
isto é para mim (só gosto de voltar para casa):


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

mais um colo para uma criança...


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

o dia das marés

A PM faz hoje natal.
Que este seja o seu dia favorito.
Entre júbilos e serpentinas...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

for our eyes only

Em que momento a cirurgia e a arte se podem encontrar? O que têm em comum, onde se encontram? O livro “Fios Condutores”, de João Cutileiro, pode dar algumas dessas respostas. Dedicado “a todos os que saboreiam arte”, esta edição exclusiva para o Centro Cirúrgico de Coimbra, reúne 42 desenhos de João Cutileiro e tem uma edição limitada a 100 exemplares, todos numerados e assinados pelo autor, em papel reciclado e feito à mão. Em simultâneo, esta mesma obra tem uma versão digital, acessível no site do Centro Cirúrgico de Coimbra (www.ccci.pt), (segue versão pdf em anexo).
Na nota de abertura, o médico oftalmologista, António Travassos demonstra as ligações que se podem estabelecer entre a cirurgia e o desenho. (…) “O defeito e a imperfeição são a matéria da cirurgia. Nos desenhos de João Cutileiro são a inspiração. Em ambos há vida, força e matéria. A cirurgia exige talento e arte para corrigir o corpo perfeito e para provocar o alívio. João Cutileiro despe as mulheres para provocar o traço. A matéria é a mesma: o corpo» (…) Um corpo humano que, segundo José Saramago, «João Cutileiro conhece nele o que há, porventura, de mais comovedor: a imperfeição harmoniosa». Aos desenhos de João Cutileiro, o livro “Fios Condutores” junta um punhado de poemas e textos de Frederico Garcia Lorca, José Saramago, Luís Vaz de Camões e Alexandre O’Neill, entre outros.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

asas

 
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...  Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:

- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Crises? What crises?


terça-feira, 25 de setembro de 2012

ser amado

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.

Alberto Caeiro

domingo, 16 de setembro de 2012

bruma

Hoje foi dia de nevoeiro.
Virá dele luz?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

à espera...


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

o som e a fúria


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E agora José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde? Carlos Drummond de Andrade