Ce n'est pas la réalité qui compte dans un film, mais ce que l'imagination peut en faire
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Carlitos
Ce n'est pas la réalité qui compte dans un film, mais ce que l'imagination peut en faire
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Cabaret

Na porta lentas luzes de neon
Na mesa flores murchas de crepon
E a luz grená filtrada entre conversas
Inventa um novo amor, loucas promessas
De tomara-que-cais surge a crooner do norte
Nem aplausos, nem vaias: um silêncio de morte
Ah, quem sabe de si nesses bares escuros
Quem sabe dos outros, das grades, dos muros
No drama sufocado em cada rosto
A lama de não ser o que se quis
A chama quase morta de um sol posto
A dama de um passado mais feliz
Um cuba-libre treme na mão fria
Ao triste strip-tease da agonia
De cada um que deixa o cabaré
Lá fora a luz do dia fere os olhos
Ah, quem sabe de si nesses bares escuros
Quem sabe dos outros
João Bosco/Aldir Blanc
terça-feira, 14 de abril de 2009
Entre a neve e o deserto


segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
A Deus

Amo-O hoje mais do que nunca.
Sinto-me nas Alturas (junto do farol da minha família)
Por me ter oferecido seu Filho, a horas vivas, para dar sentido às minhas, nossas mortas horas...
sábado, 11 de abril de 2009
Quaresma - à espera do Domingo

E arrumei-a lá bem no fundo
Mesmo ao lado
Das ilusões. Das desilusões. E das agruras da vida
Meti-as na mala
Para que não me esquecesse
Do mal que me fizeram...
Fui buscar também os sonhos
Que ainda me restavam
E arrumei-os na bolsa de fora
Para estarem mais à mão
No acaso de se virem a realizar
Mera fantasia...
Ainda havia muito espaço
Na minha mala de viagem
Por isso
Também lá meti as saudades
Que me chegaram
Com o vazio deixado
Por alguém muito querido
Só faltava a esperança
Que tinha perdido algures
Entre o sonho e a realidade
Mas que me apareceu de novo
Assim como que por magia...
Quando já não a esperava
Arrumei-a com cuidado
Para que não se amarrotasse
Juntei as promessas todas
E misturei-as com as mentiras
Que me ofereceram um dia
Meti tudo no mesmo saco
Que não meti na mala...
Deitei-o fora!
Sentada na paragem deserta
E enquanto espero pelo autocarro
Que tarda...
Faço contas à vida
Do que já passou
E do resto
Daquele que ainda me falta...
Somo tudo
E já é menos de
metade...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O relógio da alma

e eu me risse- uma alegria toda cor e luz.
É como se alguém me batesse
e eu cantasse- um canto de amizade e paz.
É como se alguém me cuspisse
e eu passasse indiferente- um caminho claro como o dia.
É como se alguém me apunhalasse
e eu o abraçasse- um fogo de fraternidade humana.
Eu sei o teu nome,
eu sei o teu nome
este vício secreto e interior
esta badalada do relógio da alma
este pulsar no coração do mundo
esta consciência duma ferida em chaga
este sentir a dor duma mulher pobre e faminta.
Eu sei o teu nome,
eu sei o teu nome
Ó silencioso grito dos camponeses sem terra!
Ó vento da certeza que os carrascos temem!
domingo, 5 de abril de 2009
Abril de manhã

sexta-feira, 3 de abril de 2009
Carta (em chorinho)

quinta-feira, 2 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Conto oriental

A luz no lago, de súbito, esconde-se atrás do muro,
Invadem o quarto os cheiros misturados de flores.
Na borda do biombo, o pó que a borboleta espalhou,
Na janela lacada, a mancha amarela da abelha.
Deixa esses papéis oficiais para os escriturários,
Há um criado para cada funcionário público honesto.
Vamos de cavalgada ouvir os poemas um do outro.
Que há de tão urgente nesses assuntos em que perdes o coração?
LI SHANG - YIN (812 - 858)
Chuva na Primavera e outros Poemas
trad. de José Alberto Oliveira.
ed. Assírio e Alvim, col.Gato Maltês
Vincent
segunda-feira, 30 de março de 2009
Canção de Amor

Se fosses uma ave rara,
Se fosses chinesa, aprendia a língua,
Se gostasses de vulcões, seria a lava, em
Joseph Brodsky, 1995© Cotovia (tradução de Carlos Leite)
O começo do Amor
A boca macia do garoto estava entreaberta; e o rapaz não respondeu.
- Por uma mulher -- disse o velho. -- Sem ciência, sem nada que os sustente, entregam-se à experiência mais perigosa e sagrada desta terra de Deus. Apaixonam-se por uma mulher. Não é isto verdade, meu filho?
- É... -- respondeu murmuradamente o rapaz.
- Começam pelo lado errado do amor. Começam pelo mais alto. É para admirar a tão grande miséria resultante? Sabes como os homens deveriam amar?
O velho estendeu a mão e agarrou o rapaz pela gola da blusa de couro. Sacudiu-o suavemente, e os olhos verdes olhavam sem pestanejar, graves.
- Meu filho, sabes como o amor devia começar?
O rapaz sentia-se pequeno no banco, todo ouvidos, imóvel. E, devagar, abanou a cabeça. O velho chegou-se mais e segredou:
- Uma árvore. Um rochedo. Uma nuvem.
sexta-feira, 27 de março de 2009
O coveiro e o crânio de um legista

quarta-feira, 25 de março de 2009
Caminhos traçados




Somos livres ou determinados ? (no sentido de determinismo, não de decididos ou convictos).
Traçamos que caminhos ? mesmos os escolhidos serão os nossos ?






