terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

o lado B


Tem corpo e alma já!


A vida é uma magnólia...

É na 5ª feira, pelas 18h15m, no CEJ.
Apresentação da obra «A vida é uma magnólia», de Paulo Guerra, por FERNANDO FRANCO, psicólogo em Coimbra.
Leitura de poemas pelo autor e por SOFIA FERNANDES, Magistrada do Ministério Público e ex-auditora do autor da obra.
Ao som de Ludovico Einaudi.
Relembra-se que a venda da obra é feita exclusivamente online, havendo poucos exemplares para venda no local da apresentação.

Um autor à procura de leitores.
Uma magnólia à procura de sombra...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Golias de trazer por casa............

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Morre-se quase sempre de véspera


A fera ficou à solta.
A um espaço da morte.
Um outro nome para a vida pelo avesso
Até que as espingardas se calem e os mortos se vivam...

Hoje não sei as palavras.
Porque sobram-me,
tão carentes de sentido perante a feroz maré.

Calei.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Beirais II

Ai Beirais....não resisto...
depois de estar a ver por algum tempo o episódio de hoje (05.02.2014) fiquei vacinado se já não o estava.
Pois Beirais está sempre no limiar de tudo...
Hoje o "taberneiro" ou marido da "taberneira" (uma loira gorda com ar de peixeira---salvo o respeito pelas peixeiras que não têm culpa--) foi ao médico. O médico é um moço que fazia publicidade ao Continente, e pronunciava "continente" com um acento muito peculiar.
Pois o "taberneiro" sofre de disfunção eréctil. Facto que o médico achou muito natural e que nem havia problema em que alguém ouvisse tal diagnóstico (quando o doente lhe pediu que falasse baixo) dada a naturalidade do mesmo. Ao fim e ao cabo todos somos disfuncionais seja lá do que for.
Mais à frente, o filho dos "taberneiros" (Sandro de seu nome) recusa sair de trás do balcão...porque tem uma erecção muito óbvia. E quando sai, é dado ao público uma imagem de umas calças com uma protuberância a nível genital.
Isto é brilhante. No mesmo dia..Pai descobre disfunção eréctil e flagra filho com priapismo ou, pelo menos, muita força na dita. Com direito a imagem de braguilha inchada.
De facto, a ciência, o interesse público por temas cruciais, o dever de informar, tomou conta de Beirais e das almas perdidas que escrevem aquela MERDA.
Mais ridículo é difícil.
Pois bem vindos a Beirais....só mesmo neste país e à imagem de todos.
Bem Hajam...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Estou pronto a aderir a uma colecta pública, que pague a este senhor a indemnização de despedimento, e o mandem para casa (definitivamente) escrever romances (que são êxitos editoriais) e não nos chateie mais com os seus esgares, piscadelas  de olho e trinados de voz.
Haja pachorra para aguentar este cromo...que pessoa insuportável

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

BEIRAIS

Aiiii Beirais.....que bucólico espaço...tão interior, tão preservado e, ao mesmo tempo, tão moderno, tão fashion, tão tudo...que bela MERDA...
BEIRAIS...provavelmente o único programa da TV portuguesa que consegue ser pior que a Casa dos Segredos ( o que é obra).
Uma série de tal maneira ridícula, inenarrável, verdadeiramente inefável que, só por si, justificaria a extinção da RTP..
O meu dinheiro anda a pagar este tipo de porcaria ?
Antes 100 morangos com açucar...(talvez não sejam tão deseducativos como pensava, depois de ver esta salada de tolos e tontos).....realmente..nada como ver o Inferno para desculpar o limbo.
Mas que coisa HORROROSA e perdoem...aguentei uns tempos em relação a esta bosta, mas já não dava mais...
E, desculpem, BOM ANO a TODOS...
Gui

sábado, 21 de dezembro de 2013

Juvenil





UMA AVENTURA NO CIRCO

                                                    
               Eram quatro primos muito, muito amigos que viviam muito perto uns dos outros, numa aldeia muito, muito pequenina e simpática perto de Coimbra.
               O Vasco era o mais velho, tinha 14 anos muito, muito espertos e fortes. O seu irmão Tó, mais novo dois anos, era pequeno, muito pequeno em tamanho mas o mais corajoso de todos.
               A Bia tinha 12 anos e era a única menina do grupo. Era branca como a neve e tinha umas bonitas e compridas tranças loiras.
               Por último, o Tomás, com 13 anos, era o mais inteligente dos quatro.
               Naquele Verão quente, muito quente, já depois das aulas terminarem, foi combinado entre todos fazerem nesse ano algo de muito diferente para se divertirem. A ideia era fazerem qualquer coisa que ficasse para sempre nas suas memórias.
               Todos tinham sido bons alunos e mereciam um prémio – uma aventura vivida só por eles, sem pais, tios ou avós a vigiarem.
               Nos outros anos tinham ido a praias, a campos, já tinham feito campismo na Figueira ou no fundo do quintal da Avó Fatiminha. 
Já tinham jogado ao peixinho, ao berlinde e ao pião. Ao Pictionary. Ao Monopólio.
Já tinham ido à piscina municipal mostrar o que tinham aprendido em um ano de lições na água.
Não, tinha tudo de ser diferente este ano.
A ideia foi, claro, do Tomás, o único com certezas e muita, muita imaginação.
Era tudo muito simples – a ideia era visitar um circo, aquele que todos os Verões chegava a Coimbra, misturarem-se com os tigres e os elefantes, com os palhaços e com os mágicos.
Depois de ali chegarem, ficariam dois dias inteiros, sem pressa, para fazerem muitas perguntas e sem dar respostas.
Deixaram um recado aos pais.
Não os queriam preocupar mas era preciso partir para aquela aventura que nunca iriam esquecer.
Dizia o bilhete:
“Papás – vamos os “quatro piolhos” brincar para um sítio mágico. Não se preocupem nem fiquem assustados. Vamos ter muito cuidado, como sempre nos ensinaram a ter, estamos bem e não deixaremos que nos façam mal. Estamos juntos e ninguém nos magoará. Regressamos em dois dias.
Beijos e saudades”
Puseram alguma comida nas mochilas, vestiram roupa leve pois estava muito, muito calor, e encontraram-se junto do poço do quintal da casa do Jonas e do Tó. Eram 10 horas da manhã do primeiro dia da aventura.
Partiram. Contentes, sem olhar para trás. Para não sentirem saudades.
O plano era este: seguiriam para os terrenos junto do circo e iriam fingir que tinham sido abandonados pelos pais. Pediriam abrigo e pediriam trabalho.
Desconheciam quem era o patrão, o chefe do Circo. Aquilo devia ter um chefe. Qualquer grupo o tem.
Quando chegaram perto do circo IMAGINÁRIO, só tinham olhos para os lindos cavalos, para as lindas bailarinas, para os leões nas jaulas.
A Bia meteu conversa com uma menina que estava a escovar um cavalo preto.
- Como te chamas?
- Sou a Luana. Quem são vocês?
- Somos irmãos e fomos abandonadas pelos nossos pais. Eles tratam-nos mal e ainda bem que estamos sem eles.
Era o Tomás a mentir, a mentir muito, como só ele sabia fazer.
Mas resultou.
- Então, podem ficar aqui. Precisamos de ajudantes para os cavalos. Aceitam ficar? Se sim, vou falar com o meu pai.
- O teu pai é o chefe?
- É o palhaço rico do Circo. Chama-se Lucas.
- Aceitamos – disseram todos em coro.
E começou ali a aventura mais fantástica na vida dos 4 primos.
O Vasco foi dar de beber às pombas do mágico, o Tó foi limpar o adro do Circo, a Bia iria escovar os cavalos e o Tomás seria o ajudante do Lucas, às vezes mais triste e às vezes mais contentes.
Na primeira noite, o espectáculo foi mágico. Os olhos dos primos brilhavam como nunca.
O Tomás foi fantástico como ajudante do Lucas. Teve tantas palmas que até chorou. Mesmo. Sem vergonha.
Os outros viam-no na plateia e também aplaudiram.
Á noite, ficaram a dormir todos juntos na barraca da Luana. Quase nem dormiram como tanta emoção!
No outro dia, tudo voltou a ser muito bom – comeram um pouco pior do que era costume mas dias não são dias…
Eles não queriam crescer, sair dali.
Mas à noite do segundo dia era chegada a hora de partir.
Tinham prometido aos pais voltar ao fim do segundo dia.
E iriam cumprir.
Com pena.
Não se despediram de ninguém para não chorarem.
Por isso, à noite, bem de noite, puseram-se em fuga para as suas casas, levando nos bolsos pedaços da aventura.
A Bia trouxe três pelos da crina do Hércules, o cavalo preto que tinha penteado.
O Vasco trouxe uma varinha mágica que lhe tinha sido dada pelo Mestre Luminoso.
O Tó trouxe uma pluma amarela da bailarina Tecas.
Até ao próximo ano.
Até ao regresso do circo. A Coimbra. E às suas vidas.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

50

50
(1963-2013)

Hoje apeteceu-me um pedaço de estrofe,
um naco de poema vadio,
uma fatia de romance de erva-doce ou de cordel.
Quero-me sensato, inquieto, imprevisível,
desassossegado na minha habitual pacatez,
metafórico,
feito daquelas águas claras
que irrompem das minhas almas,
sem aviso,
sem surpresa.
Leiam-me,
decifrem-me,
soletrem-me.
E ensinem-me as mágoas das flores,
perto das magnólias
que florescem antes de dar folha.
Não me atirem correntes
mas antes gotas de chuva.
Quero a mansidão das manhãs de Outono,
a fúria dos escorpiões,
os risos surdos de Charlot,
O nariz ímpio da Streisand
A voz sem nome da Dulce,
as garças do teu sorriso, Constança.

Obrigado por estares aí.
Obrigado por estarem aí...

Paulo Guerra – 3.11.2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dádiva...


domingo, 13 de outubro de 2013

auto-retrato


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

quebrado.............................

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fui ver o Mestre...


Fui ver um Homem Bom.
Com a certeza de que viria de lá ainda mais crente.
Como se fosse possível!
Mas fui, embalado pela doce notícia de que em Jerusalém sempre entram mais almas, umas desencontradas, outras em busca de uma bússola.
E quando pisei as águas da Galileia, numa barca náufraga de esperança, quando molhei os olhos no Gólgota de todos nós, senti-me mais eu, mais junto da Divindade, aquela que se fez Homem por todos nós, pelas nossas imperfeições, pelas nossas iniquidades.
E ouvi de novo as bem-aventuranças, vi o Cristo transfigurado no Monte Tabor onde a vista se perdeu de vista, ouvi os sussurros dos pastores em busca da Estrela da Natividade, o espanto de Isabel, a prima infértil, as novidades do filho João Baptista, o eco de Emaús, o reconhecimento de um Cristo ressuscitado na palma das nossas mãos de peregrinos.
E ouvi gritar, mais uma vez, «Abba, porque me abandonaste?», como se fosse um canto de hoje e uma súplica de esperanto, calcei as pedras das tentações, os musgos de Cafarnaum, as tulipas de Nazaré, sorri com o sorriso do Pai José, paciente e solene, molhei as pontas dos dedos no Jordão, deitei-me no morto mar, como se fosse uma entidade viva.
E na cidade velha, vi - ufanas - estações de uma Via Sacra, túmulos e sepulcros, marias e martas, grutas de traição, Pai nosso que estais no céu...
E quando entrei em Jerusalém, pensei serenamente nas marcas do Crucificado e reti as lágrimas que trazia guardadas do canto lusitano, à espera de depósito.
Por isso, por causa disso, dessa hora sexta da nossa existência, voltei serenado.
Até ao próximo calvário de todos os dias...
Até que Ele me volte a dizer palavras sábias...

domingo, 4 de agosto de 2013

lugares...


domingo, 30 de junho de 2013

no meu pé de limoeiro


terça-feira, 11 de junho de 2013

la vie ailleurs


segunda-feira, 10 de junho de 2013

little brother


terça-feira, 28 de maio de 2013

A Voz que Nos Rasgou por Dentro  

De onde vem - a voz que
nos rasgou por dentro, que
trouxe consigo a chuva negra
do outono, que fugiu por
entre névoas e campos
devorados pela erva?

Esteve aqui — aqui dentro
de nós, como se sempre aqui
tivesse estado; e não a
ouvimos, como se não nos
falasse desde sempre,
aqui, dentro de nós.

E agora que a queremos ouvir,
como se a tivéssemos re-
conhecido outrora, onde está? A voz
que dança de noite, no inverno,
sem luz nem eco, enquanto
segura pela mão o fio
obscuro do horizonte.

Diz: "Não chores o que te espera,
nem desças já pela margem
do rio derradeiro. Respira,
numa breve inspiração, o cheiro
da resina, nos bosques, e
o sopro húmido dos versos."

Como se a ouvíssemos.

Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ali