
Este ano não fui muito feliz.
Ou seja, não foram muito felizes comigo.
Perdi uma sogra e uma avó, queridas de diamante,
perdi um padrinho e uma madrinha emprestada.
Eu sei que estavam os 3 últimos perto dos 90 ou já com eles feitos, mas mesmo assim são meus e eu chorei-os...
Continuei a amar o Crime,
E senti-me muito bem na minha Relação, nesta Urbe de adopção (recuso, por ora, os modernismos dos novos acordos ortográficos).
Nunca estive tão próximo da minha C.
e amei-a pelos interstícios da memória e da ternura a perder de vista.
Reguei a magnólia com a dedicação dos poetas,
vi grandes filmes e tive largas decepções nesse campo também...
Na Magnólia, conheci gente boa, rosas sem espinhos, gente que tem nome de flor e que foi um porto de abrigo para a C e para mim, neste ano de todos os perigos.
Continuei a amar a dar aulas a gente grande e sabedora, sedenta de conhecer os mistérios da justiça dos menos grandes, maiores por isso...
Continuei a ver crescer, em graça e sabedoria, as minhas queridas sobrinhas e os meus queridos sobrinhos (embora o meu coração penda mais para as Evas, culpa minha, decerto!).
E continuo a querer ser FELIZ, apesar do tempo e dos tempos que correm a cem à hora e que tendem a deixar-me perdido na ponte.
Vivo a cem à hora também e tenho de controlar o meu - hereditário - colesterol.
Para 2011, quero uma dose maciça de fortuna espiritual e uma ave de ternura, de azul anil e de verde esperanto, só para mim...
E que Deus me deixe ser Dele merecedor...