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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Em terra firme

Que terra é esta?
Que doido feiticeiro deixa nos montes soalheiros, 
oliveiras, vinhas e sobreiros,
nos vales espalha, prazenteiro, o frio nevoeiro,
Mas dá as gentes que deles sobem a visão divina do dia verdadeiro?
 
(Foto e texto de MAP)

sábado, 6 de abril de 2013

Magnólia viva

um dia de púrpura.
promessas cumpridas.
paixões acesas.
um toque de sol.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rumor de primavera

 
 
Como o rumor do mar dentro dum búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.

Sophia de Mello Breyner

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sobre uma oração

Protegei, Senhor, a minha Decisão
porque ela é a minha forma de rezar
e partilhar convosco o meu caminho.
Vencida a curva da dúvida
dai-me toda a coragem
para o fazer Convosco.

(MAP)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Os guerreiros da sombra

Fazem-nos falta estes guerreiros...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Batalha

O sol entrava, respeitoso, pelos vitrais deixando rastos de luz nas paredes.
 
Pareceu-me que escolhia os sítios onde poisava.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aquário

Sou feliz por ter nascido
no tempo dos homens-rãs
que descem ao mar perdido
na doçura das manhãs.
(...)
Eu sou o homem. O Homem.
Desço ao mar e subo ao céu.
Não há temores que me domem.
 
(António Gedeão)
 
Para o meu Amigo MAP, com a ternura de toda uma vida. 
Porque nos transcendemos à sombra de um limoeiro, porque enfeito a minha magnólia com as lentes e cores que dele brotam...
Um abraço muito amigo e grato
CPS

terça-feira, 5 de julho de 2011

A casa rosa

Uma Casa onde só existe um compartimento – a sala de estar.
Sim, porque é uma Casa para estar, não para fazer coisas ou desempenhar tarefas.
Simplesmente estar, sem mais.
Estar inteiro, estar sempre, estar sem pressas.
Estar e permanecer o tempo que se quiser, o tempo que for preciso, estar com tempo, estar sem tempo, estar a contratempo.
Estar em Casa.

Se quiserem, é vossa!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A casa está só, a sós

Do livro infantil "A Casa Grande - Manifesto de Cidadania" com textos de João Manuel Ribeiro
 
"Na Casa Grande cada um só está só quando precisa de estar assim.
Quando alguém diz: “Preciso de estar só”, isso não significa que se sinta abandonado ou rejeitado, mas apenas que necessita de olhar-se por dentro e a partir de dentro.
Estar só é estar a sós.
No resto do tempo há sempre uma presença invisível que faz com que cada um se sinta presente ao outro de modo admirável."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MEIAS VERDADES

"A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só conseguia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos. Era dividida em duas metades diferentes uma da outra.Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era perfeitamente bela. E era preciso optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia."

Carlos Drummond de Andrade. A Verdade Dividida.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

A preto e branco

Muitas vezes nem sequer de cor conhecemos as nossas grades...

sábado, 14 de maio de 2011

Sombras na casa grande

Porque quem não viu a sombra não conhece, em verdade, a luz.

Na casa grande da vida de todos nós também...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Petra e o avô

- Avô, contas-me aquela história?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Casa grande

A Casa Grande é um sítio onde cabe toda a gente e todos se respeitam.


Mas ESTOU farto de melgas e de MEGAS!

domingo, 10 de abril de 2011

Pegadas na areia



Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro a olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.


[Camilo Pessanha]

sábado, 19 de março de 2011

Poema por completar


"Se eu pudesse voar assim,
rasando as águas ..."

Manuel Aguiar Pereira


Vamos completar o poema?
Aguardo...
Na véspera do dia deles...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Em pessoa


Um muro de nuvens densas
Põe na base do ocidente
Negras roxuras pretensas
Com a noite tudo se acaba.
O céu frio é transparente
Nenhuma chuva desaba.
E não sei se tenho pena
Ou alegria da ausente
Chuva e da noite tão serena
De resto, nunca sei nada
Minha alma é a sombra presente
de uma presença passada
Meus sentimentos são rastros,
Só meu pensamento sente ...
A noite esfria-se de astros.


Fernando Pessoa

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Névoa


Caminhos de névoa, rotas de perda de luz...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balancete


Este ano não fui muito feliz.
Ou seja, não foram muito felizes comigo.
Perdi uma sogra e uma avó, queridas de diamante,
perdi um padrinho e uma madrinha emprestada.
Eu sei que estavam os 3 últimos perto dos 90 ou já com eles feitos, mas mesmo assim são meus e eu chorei-os...
Continuei a amar o Crime,
E senti-me muito bem na minha Relação, nesta Urbe de adopção (recuso, por ora, os modernismos dos novos acordos ortográficos).
Nunca estive tão próximo da minha C.
e amei-a pelos interstícios da memória e da ternura a perder de vista.
Reguei a magnólia com a dedicação dos poetas,
vi grandes filmes e tive largas decepções nesse campo também...
Na Magnólia, conheci gente boa, rosas sem espinhos, gente que tem nome de flor e que foi um porto de abrigo para a C e para mim, neste ano de todos os perigos.
Continuei a amar a dar aulas a gente grande e sabedora, sedenta de conhecer os mistérios da justiça dos menos grandes, maiores por isso...
Continuei a ver crescer, em graça e sabedoria, as minhas queridas sobrinhas e os meus queridos sobrinhos (embora o meu coração penda mais para as Evas, culpa minha, decerto!).
E continuo a querer ser FELIZ, apesar do tempo e dos tempos que correm a cem à hora e que tendem a deixar-me perdido na ponte.
Vivo a cem à hora também e tenho de controlar o meu - hereditário - colesterol.
Para 2011, quero uma dose maciça de fortuna espiritual e uma ave de ternura, de azul anil e de verde esperanto, só para mim...
E que Deus me deixe ser Dele merecedor...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lento regresso