sempre vou respirar os embondeiros...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
a palavra, a atitude e a vida...
Marguerite Yourcenar in Memórias de Adriano, pag. 23-24, Editora Ulisseia, 1988
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A TI

Porque hoje é um dia especial para o César e porque aos meus amigos dou aquilo que mais gosto, deixo-te aqui este jarro, na impossibilidade de deixar outras coisas.
Meu querido espero que tenhas tido, e continues a ter, um dia soberbo e FELIZ. Porque tudo quanto te desejo é Felicidade. Parabéns.
Um grande Abraço e Beijo do teu Gui.
muitos parabéns

Hoje é o Natal do Paulo.
Paulo Novembro Gaivota.
Gaivotas novembras alegram suas asas.
E ele revê-se no seu bailado azul no céu.
Hoje ele tem o nome que é seu e não o nome que lhe deram.
(Para o CPS ou PG ou Paulo Novembro Gaivota um dia de alegria, a fé ele já tem)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O natal da Madalena
Trigueira. Áspera doce. Sensível. Linda. Morena boneca. Preguiçosa q.b.
E o tio gosta MUITO dela.
Fica aqui a chávena daquela «Alice» que tanto amas...
Para que nunca deixes de sorver a felicidade dos tempos.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
No dia em que a Passi faz anos...
As marés estão hoje mais despertas.
Ela é uma queda de água, de coração assumido,
um tango a horas mortas,
uma gota vermelha num mar de escorpiões.
Sinto-a viva, inquieta, vibrante,
rodeada de pedras rolantes mas firmes, de maracujás maduros e sumarentos...
Este é o seu natal.
um tango a horas mortas,
uma gota vermelha num mar de escorpiões.
Sinto-a viva, inquieta, vibrante,
rodeada de pedras rolantes mas firmes, de maracujás maduros e sumarentos...
Este é o seu natal.
Para ti, Passiflora, a benevolência do tempo e a argúcia das águias...
domingo, 30 de outubro de 2011
claridade
Clareou.
Vieram pombas e sol,
e, de mistura com Sonho,
pousou tudo num telhado...
(Eu, destas grades, a ver,
desconfiado.)
Depois,
uma rapariga loira,
(era loira)
num mirante
estendeu roupa num cordel:
Roupa branca, remendada,
que se via
que era de gente lavada,
e só por isso aquecia...
E não foi preciso mais:
Logo a alma
clareou por sua vez.
Logo o coração parado
bateu a grande pancada
da vida com sol e pombas
e roupa branca, lavada.
Vieram pombas e sol,
e, de mistura com Sonho,
pousou tudo num telhado...
(Eu, destas grades, a ver,
desconfiado.)
Depois,
uma rapariga loira,
(era loira)
num mirante
estendeu roupa num cordel:
Roupa branca, remendada,
que se via
que era de gente lavada,
e só por isso aquecia...
E não foi preciso mais:
Logo a alma
clareou por sua vez.
Logo o coração parado
bateu a grande pancada
da vida com sol e pombas
e roupa branca, lavada.
Miguel Torga
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
para um amigo tenho sempre um relógio

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
António Ramos Rosa, Viagem Através duma Nebulosa (1960
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Sobre uma oração
Protegei, Senhor, a minha Decisão
porque ela é a minha forma de rezar
e partilhar convosco o meu caminho.
Vencida a curva da dúvida
dai-me toda a coragem
para o fazer Convosco.
porque ela é a minha forma de rezar
e partilhar convosco o meu caminho.
Vencida a curva da dúvida
dai-me toda a coragem
para o fazer Convosco.
(MAP)
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As fotos do MAP
Sobre um poema
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
HERBERTO HELDER
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Beleza em letras

Lembremos coisas belas no meio de tanta "merda"...
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que prometeraízes, hastes e corola
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
Natália Correia, in "O Nosso Amargo Cancioneiro"
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Beringela em grande entrada
www.beringelaatelier.blogspot.com
Onde as cores tomam freios de luz, formas de papel mágico, pedras de ouro fino...
sábado, 15 de outubro de 2011
AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI
mando as palavras ao mar
como se elas fossem capazes de nadar
espero na praia que me devolvas a alma
essa que foi capaz de não naufragar
Por isso, sussurro ao vento
notícias da tua ausência
que me responde: «já não és deste mar!»
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Vox Animalis





Dou voz aos meus queridos amigos irracionais (mas que não têm menos direitos que eu) em favor do seu deputado na pitoresca Região Autónoma da Madeira.
E, esquecendo que, se não fosse a carne e as proteínas animais, continuaríamos todos uns australopitecus quaisquer (foi aquilo que desenvolveu o cérebro e daí...) estou em sintonia com os nossos irmãos animais...ao fim e ao cabo já há tanta gente a ocupar-se de crianças (ou menores) desvalidas, velhos (idosos se preferirem) abandonados e doentes (pessoas de saúde periclitante) de qualquer idade e tamanho, que o melhor é dedicarmo-nos a causas altas e de sublime importância....comam raízes e tubérculos...e fiquem com ar de fantasmas....branquinhos, baços, super-magros (tipo top-model) e disputem um talo de alface com os amigos.....sim os legumes fazem bem, todos sabemos e os comemos ( e são seres vivos)...mas...não só os legumes...Deus (para mim a Natureza) fez-nos omnívaros por alguma razão. Acho que além de nós, só os ursos...o que é uma bela companhia.
Mas...viva a luta pelos animais e pela natureza bacocamente recebida e entendida e viva os talos de alface e as folhas de agrião.
Já agora...não tomem banho....lambam-se e esfreguem-se, mantenhamos a Natureza. Que se lixe a Amazónia, as florestas tropicais, os desertos em expansão...vamos é torcer pelos touros, pelas galinhas velhas e pelos coelhos de orelha murcha (falhou essa foto)
Fiquem bem. E tenham juízo.
Eu...ADORO isto.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Há lá imagem para isto...o que custou arranjar esta coisa

Bem...o satelite fez o favor de cair em áreas sem habitantes...pena...e a rezar para que caísse na Venda do Pinheiro ou, direitinho, na fronha da TG...mas não...o filho da mãe permitiu que a indecorosa performance continue..
Vistos os escolhidos.... (a dedo? desconfio...não foi só dedo)...e a excitação da TG (que nem que tenha que pegar numa arma e obriga-los a despir e a fazer sexo), aquilo é mesmo de magnatas da comunicação.
Um perfeito conjunto de filhos da puta, inúteis, ignorantes, egocêntricos, falhados em tudo, e famintos de uma estupida hora de tv....como se aquilo justificasse uma vida.....pobres, pobres, pobres, pobres...muito pobres...e perfeitamente dispensáveis (o meu lado mau)...who cares about that and about them ?
Esta será a última vez que me refiro áquele programito da TVI.....
E o raio do satélite que caiu no Canada e no Pacifico.
Revelem seus segredos...
Sejam Famosos (uma nova profissão em Portugal...famoso....seja lá que merda isso é)....ouve-se falar nas Tv´s nos "famosos"...e isso deixa uma pergunta no ar...Who?...What?...que pirosos sem remedio...apenas cheiram dinheiro e nada mais.
Sejam Famosos (uma nova profissão em Portugal...famoso....seja lá que merda isso é)....ouve-se falar nas Tv´s nos "famosos"...e isso deixa uma pergunta no ar...Who?...What?...que pirosos sem remedio...apenas cheiram dinheiro e nada mais.
DINHEIRO...tudo o que justifica esta COUSA. e outras.
domingo, 9 de outubro de 2011
Bichos

O meu gato, o meu cão, os meus piriquitos e as minhas galinhas (que, asseguro, acabarão todas no forno ou em cabidela) agradecem aos portugueses da Madeira a eleição de um deputado do PAN.
Eu fico abismado....o Grande Miguel torga até deve dar voltas na tumba ao ouvir falar aquela gente. Daquele discurso aveludado, viscoso, paternalista, melado, sentimentalista, "muito terra", e tal, alguma coisa daquilo soa a verdade? é que se aquilo é mesmo a sério estamos todos a precisar de internamento.
Seja como for...um bem haja do Tareco, do Tejo, da Lassie, do Piu-Piu e da Pia-Pia e das galinhas que, como se sabe, não têm nome.
ADOREI
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Cheira a Nobel - vem do sol da meia noite
HISTÓRIAS DE MARINHEIROS (1954)
Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.
Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, mais ténues que fumo de cachimbo.
(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.
Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
THOMAS TRANSTROMER - NOBEL DA LITERATURA 2011
fascismo(politicamente correcto) só não vê quem anda nele


Fico espantado que nunca se diga nada sobre estas séries americanas que invadem não só a cabo, mas também, a tv regular. Tudo quanto sai dali soa a mofo e a fascismo na versão democrática americana...maniqueista. Nós somos os bons...sempre (e a qualquer preço) os outros...são maus. É inefável a mensagem que passa por estas séries...legitimam penas de morte, suspeitos tratados como culpados, justiça vista como algo que é um entrave à verdadeira Justiça da Gente, puros somos nós tudo o resto é lixo e "scum". Pergunto-me, mesmo...será assim lá?...ou seja...tipo Body Proof...são os médicos legistas que conduzem os processos e descobrem tudo? os policias andam a trote deles...ou delas..? na maior parte destas séries temos mulheres valorosas...que convivem com polícias (homens) tontos e limitados, muito machos mas muito tontos, e elas conduzem a investigação por eles, mesmo sendo médicas, assistentes sociais ou o caraças....
Como todos sabem, os Exmos Peritos da Medicina Legal (sobretudo se forem mulheres a contactar com um polícia homem muito bruto) descobrem os crimes todos e alcançam o zen....Moralismo bacoco, maniqueismo sem contradição
...um horror...
Isto é tudo muito rídículo...e ninguém o diz. Ninguém acha mal. Até começarem a pensar porque não é assim por cá. Claro, o (a) medico (a) legista vai com o policia, vais mais que ele, e vai descobrir tudo...e tudo é legal e aceite. Estas MERDAS que não passam de entretenimento (muito pouco inocente, diga-se) deviam vir com um aviso...O consumo faz mal à saúde mental e democrática e, sobretudo, faz mal à noção da realidade.
Estas séries, de facto, são um pasto de merda e de mal entendidos.
Mas são, isso não duvido, politicamente correctas.
Bla, Bla, Bla.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sem o meu acordo
Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na Língua Portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei
que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hífenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? !
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na Língua Portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei
que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hífenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? !
RAP
domingo, 2 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O HORROR

Ainda pensei nas imagens dos desgraçados de Lampedusa que, presos entre dois fogos, parecem gatos fechados num saco. Sei que nem todos o merecem, mas todas aquelas pessoas a vir ter connosco (Europa) para sobreviver, a todo o custo e preço, faz-me pensar muito e deprime-me...tanta pobreza e desespero.
Contudo, o Horror, para mim, foi a execução deste homem nos USA (no estado da Geórgia) apesar de tudo indicar as maiores e mais sérias e fundadas dúvidas na sua culpa (como se a certeza da culpa justificasse a execução). Aquele país é uma toca de morcegos e um ninho de ratos em muita coisa. Admira-me que alguem, como o Governador do Estado, que tem poder para parar o acto o não faça, sobretudo depois de quanto veio a lume. Geórgia será, creio, um dos estados com maior numero de pretos (eu não digo nem negros nem afro-americanos...tudo isso é retórica de salão)e, apesar de tudo, continuam a ser os principais culpados de tudo desde que estejam perto do crime...e sobretudo se a vítima for branca.
Um Horror foi a sensação que esta execução (como todas...em qualquer lado) me deixou.
O caricato é que nada distingue os USA (ou os estados que aplicam a pena de morte) do Irão ou da Coreia da Norte.
Uma oração pelo fim do HORROR.
Queda Livre

Aí vem, em queda livre, o satélite UARS...a lembrar o outro de umas décadas atrás...
Cá para mim, Deus podia orientar aquilo para cair directo na Venda do Pinheiro e acabar com a Secret Story (uma aberração despudorada que devia ser proibida)ou directo na cara da Teresa. Eu acho que a Saude Pública e o SNS ficariam agradecidos. Além do bom gosto, da inteligência média, do suficiente, da mediocridade desculpável, do auto-respeito e auto-estima e dignidade de cada um e do país.
Mas...eu? nem digo nada....ainda me acusam de intolerância e quejandos crimes...~
Venha o UARS...e despedace-nos a todos neste país.
Beijos
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Por eles...
Quando tu eras bem pequeno......eles gastavam horas a ensinar-te a usar os talheres nas refeições...... ensinaram-te a vestir, a amarrar os cordões dos sapatos, a abotoar a camisa..limparam-te quando sujavas as fraldas,ensinaram-te a lavar o rosto e a tomar banho, a pentear os teus cabelos......ensinaram-te valores humanos...Por isso... ...quando eles ficarem velhos um dia......quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder......não te chateies com eles......quando eles começarem a esquecer-se de fechar os botões da camisa, de amarrar os cordões dos sapatos......quando eles começarem a sujar-se nas refeições......quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo......por favor, não os apresses... Porque tu estás a crescer aos poucos, e eles estão aenvelhecer......basta a tua presença... a tua paciência...a tua generosidade... a tua retribuição......para que os corações deles fiquem aquecidos......se um dia eles não conseguirem equilibrar-se ou caminhar direito......segura firmemente as mãos deles e acompanha-os bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada... da mesma forma que eles respeitaram o teu ritmo quando te ensinaram a andar...Fica perto deles...
Assim como......eles sempre estiveram presentes na tua vida, sofrendo por ti... Torcendo por ti...e vivendo "POR TI"...
“Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para ser feliz”. “Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO”
(Max Gehringer)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Uma pérola de filme - os disfarces do tempo
Os primeiros planos são postais.
O jazz volta a marcar presença. A fotografia suave e colorida ajuda a definir o tom num filme que começa como uma simples apresentação turística da cidade. Depois encontramos Gil Pender (Owen Wilson) e a sua noiva, Inez (Rachel McAdams). Há aqui personagens simples (o empresário republicano, o intelectual pedante, a menina rica que se fascina com amostras fáceis de cultura) e mais uma vez um actor que tem muito de desajeitado, como Woody Allen.
Gil é um argumentista de Hollywood desiludido e à procura de escrever o grande romance da sua vida. A literatura é o desígnio e a cidade por onde tanto gigante da cultura universal passou é também o fantasma de Gil. É um tipo nostálgico, enfadado com o presente, chateado consigo próprio e à procura de algo. À meia-noite em Paris, um Peugeut muito vintage apanha-o. E de repente ele está à conversa com o casal Fitzgerald (Scott e Zelda); Cole Porter a tocar ali ao lado. Fazemos com Gil a mesma viagem fantástica: encontramos Hemingway, T.S. Elliot, os surrealistas e Picasso e tudo aqui é sentido de humor certeiro.
Depois há um delicioso desplante: Gil à mesa com Dalí, Man Ray e Buñuel e a meio da conversa desabafa um simples “vocês são surrealistas”; Gil a sugerir a Buñuel uma ideia para um filme (OAnjo Exterminador) e Buñuel intrigado pela falta de explicação daquela que seria uma das suas grandes obras. Acima de tudo, Woody Allen parece mais bem-disposto do que nunca.
Aqueles anos 20, aquele próspero pós-primeira Guerra Mundial, são a tal “era dourada”. Gil fascina-se: pode mostrar o seu livro a Gertrude Stein ao mesmo tempo que entra em contacto, qual alienígena curioso, com um dos períodos mais intensos e especiais da história da arte. Afinal de contas os anos 20 de Paris tinham artistas de todo o lado, a criarem durante o dia e a festejarem à noite. E Gil lá está. Durante o dia, o enfadonho presente. À meia-noite volta a sorrir, apaixona-se pelo passado (inclusive por uma mulher do passado, interpretada por Marion Cotillard), e de manhã volta ao presente e à sua noiva que não compreende aquele fascínio.
Encontramos este espírito em todos nós quando olhamos para outras eras – ou apenas para a nossa própria infância – e decidimos que o que já foi é consideravelmente mais interessante do que o nosso tempo. Mas a lição não poderia ser mais simples: a vida nunca é simples, seja em que presente for. Eventualmente, Gil há-de encontrar o que precisa. A nós importa fazer esta viagem com ele. E vale a pena. Afinal de contas os saudosistas do realizador nova-iorquino vão sempre achar que ele já fez melhor – o que até é bem verdade.
Mas o presente também tem coisas boas, como esta comédia de Woody Allen, que é uma preciosidade.
Pedro Filipe Pina
sábado, 17 de setembro de 2011
Que escondem as tuas águas?
Underwater Museum
Jason deCaires Taylor and Museo Subaquatico de Arte
For more information about the artist
click here:
Porque hoje é Sábado
É Sábado.Hora das fitas. Das outras. Fecham-se as luzes da sala e arranca, entre marcas de perfumes e beatas adormecidas na boca do público, o filme...
(...)
As cores perpassam o mágico écran
E as solidões tornam-se acompanhadas
Naquela jaula de feras soturnas, brancas ou negras, coloridas ou desbotadas
Que pedem licença à norma para chorar
Há quem ponha o sono em dia ou em noite
Há quem boceje à espreita do segredo incontável
Há quem desespere de tanto esperar pelo proibido
Há quem abandone o palco porque o tempo dita regras
Lá em cima, indiferentes aos leopardos que vêem sem olhar,
Movimentam-se as divas e os galãs
Os Arlequins e as Salomés
As Garbos e os Valentinos
As Garças e os Cisnes
Os Cucos e os cavalos que também se abatem
Os cowboys alternativos e as magnólias em forma de sapos caídos do céu zangado
Os pacientes ingleses, os fiéis jardineiros, os príncipes das marés
E mais os Capelos Gaivotas, os inadaptados e os padrinhos
Os carros assassinos, as Cleópatras, as Gildas e as Sabrinas
Tudo rodopiando ao som da balada mais dolente do mundo,
Aquela que sai da voz de Norma Jean
Tudo flamejando pelo rubro da harmonia de Francis Lai,
Gershwin ou Armstrong
Tudo sapateando ao cheiro flamengo dos saleros, das valsas disfarçadas em tangos
E as plumas? Essas enfeitam o pó de arroz da Crawford, os olhos sôfregos da Binoche.
Os assobios da Bacall, os olhos da Davis, a boquilha da Audrey, o nariz da Streisand
Iluminam o plateau de serpentes enfeitiçadas
Os batuques demorados do Nilo, as escadarias palacianas de Sabá
Os crepúsculos dos deuses que teimam em não dormir
As lantejoulas sossegam os rouxinóis
E Los Angeles respira de alívio
Porque as limosines continuam paradas em Beverly Hills
(...)
Repentinamente, as luzes acendem-se
O filme "pifou e a turma toda logo vaiou"
Mas eles e elas amam de papel passado,
Disfarçam os risos em lágrimas
Hão-de voltar quando forem de novo convocados
E só por isso são perdoados
(...)
E afinal continua a ser Sábado
Na fita da vida da gente que segue sempre dentro de momentos...
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Eu...
Só mesmo para dizer que vim aqui.
Só quero deixar um beijo e abraço, enormes, aos meus Constança, Paulo e Flor...
Um IMENSO Beijo e Bem Hajam...
EU..... e sem foto alguma...espero que o César me arranje uma para ilustrar.
Beijos.
Gui
Estou muito ocupado com a família e com os amigos (especialmente com aqueles que perderam entes queridos recentemente) e estou demasiado ocupado com o estupor do trabalho para ter calma e mente serena para isto.
Apetecia-me fazer aqui um tsunami...mas não farei....guardarei tudo para um dia...quiça...Só quero deixar um beijo e abraço, enormes, aos meus Constança, Paulo e Flor...
Um IMENSO Beijo e Bem Hajam...
EU..... e sem foto alguma...espero que o César me arranje uma para ilustrar.
Beijos.
Gui
domingo, 11 de setembro de 2011
carta
Meu amigo, se quiseres conservar a saúde e a tranquilidade dos nervos, se quiseres tomar, cada dia, com sossego, o teu cafezinho e passar por homem de bem, guia-te pelas normas seguintes:
Antes de pensar, informa-te sempre o que deve ser pensado, a fim de não introduzir no mundo o contrabando de ideias novas; Não penses nunca por ti mas sempre pelos outros; Diz sempre sim quando os outros dizem sim e não quando os outros dizem não; Lê cada manhã, ao café, o teu jornal, para saberes o que deve ser pensado durante o dia; Quando alguém se aproximar com ideias novas, evita-o como um perigo social e tem-no em conta de herege, afasta-te; Não te exponhas ao perigo de fazer o que o vizinho não faz; Sê amigo dedicado da tua tépida poltrona e não te exponhas a vertigens de vastos horizontes; Prefere sempre as paredes maciças de um cárcere e as grades de uma gaiola às incertezas de um voo, pequeno que seja; Nunca abras portas fechadas, abre tão somente portas abertas; Não explores caminhos novos, anda sempre por estradas batidas e sobre trilhos previamente alinhados; Vai sempre com o grosso do rebanho, como os bons carneiros e não procures caminho à margem da rotina geral.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O último adeus
já disse tantos adeus. Já entreguei os pontos, já mordi o destino, já pintei a manta, já sorri ao desafio. Nunca pensei naquilo que deixei para trás. Sei-me senhor dos vendavais, discípulo da lua mais do que perfeita, sei esperar pelo próximo adeus. Espero à esquina da vida pelo próximo bilhete de ida e volta, rogando por espantos, rezando por nascentes de águas felizes, mordiscando o musgo agridoce do «começar de novo». Escondi as tuas cartas, aquelas que nunca li, no baú da última esperança, reguei as tuas plantas, sóis da minha vida, rasguei as tuas memórias, aquelas que não se querem corroídas pela saudade, a mais indecente das obsessões... Sei-me feliz porque tu estás aqui, sabendo ambos que o próximo adeus é aquele que dura até à manhã seguinte, à hora parda em que nos reerguemos de novo do leito da nossa impaciência, da paz da nossa guerra, da lua cheia que insiste em nos molhar de luar. Amamos-nos... e só por isso somos perdoados
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga, in 'Diário XII'
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Carta
"Mãe, eu quero ir-me embora – a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram –
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.
Mãe, eu quero ir-me embora – os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim – tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.
Mãe, eu quero ir-me embora – nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique –
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.
Mãe, eu vou-me embora – esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua – a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste um dia que chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar."
De "O Canto do Vento nos Ciprestes"
Maria do Rosário Pedreira
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Início das aulas
Aluno: Puré de batata, senhor professor!
(faz sentido!)
Professor: Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno: Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor: Mais depressa!
Aluno: Nós corremos, vós correis, eles correm!
(e não é verdade?)
Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo feio, horroroso, senhor professor.
(alguma dúvida?)
Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois?!
Aluno: Sim, o meu e o seu!
(a lógica explica; certinho!)
Dois alunos, muito amigos, chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor!
Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
(fisicaquanticamente falando quem discute? está certo!)
Professor: Pode dizer o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas.
(me diga onde ele errou?)
Aluno de Direito fazendo um exame oral. A pergunta: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está fazendo.
O Professor (muito indignado): Ora essa, explique-se...
Diz o aluno: Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
(e então... na lógica...)
Professora: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte.
Maria: Aqui está.
Professora: Correcto. Agora turma, quem descobriu a América?
Turma: A Maria.
(uauuuuu!!!)
Professora: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
Bruno: Professora.
(essa doeu!)
Professora: Joãozinho, me diga sinceramente: você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora; não preciso... A minha mãe é uma excelente cozinheira.
(sempre ele!)
Professora: Joãozinho, em que tempo verbal está seguinte frase: "Isto não era para ter acontecido"
Joãozinho: Preservativo imperfeito.
(de novo !)
Professora: Artur, tua redacção "O Meu Cão" é exactamente igual à do teu irmão. Você copiou?
Artur: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
(a melhor de todas!!!)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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