sábado, 21 de dezembro de 2013

Juvenil





UMA AVENTURA NO CIRCO

                                                    
               Eram quatro primos muito, muito amigos que viviam muito perto uns dos outros, numa aldeia muito, muito pequenina e simpática perto de Coimbra.
               O Vasco era o mais velho, tinha 14 anos muito, muito espertos e fortes. O seu irmão Tó, mais novo dois anos, era pequeno, muito pequeno em tamanho mas o mais corajoso de todos.
               A Bia tinha 12 anos e era a única menina do grupo. Era branca como a neve e tinha umas bonitas e compridas tranças loiras.
               Por último, o Tomás, com 13 anos, era o mais inteligente dos quatro.
               Naquele Verão quente, muito quente, já depois das aulas terminarem, foi combinado entre todos fazerem nesse ano algo de muito diferente para se divertirem. A ideia era fazerem qualquer coisa que ficasse para sempre nas suas memórias.
               Todos tinham sido bons alunos e mereciam um prémio – uma aventura vivida só por eles, sem pais, tios ou avós a vigiarem.
               Nos outros anos tinham ido a praias, a campos, já tinham feito campismo na Figueira ou no fundo do quintal da Avó Fatiminha. 
Já tinham jogado ao peixinho, ao berlinde e ao pião. Ao Pictionary. Ao Monopólio.
Já tinham ido à piscina municipal mostrar o que tinham aprendido em um ano de lições na água.
Não, tinha tudo de ser diferente este ano.
A ideia foi, claro, do Tomás, o único com certezas e muita, muita imaginação.
Era tudo muito simples – a ideia era visitar um circo, aquele que todos os Verões chegava a Coimbra, misturarem-se com os tigres e os elefantes, com os palhaços e com os mágicos.
Depois de ali chegarem, ficariam dois dias inteiros, sem pressa, para fazerem muitas perguntas e sem dar respostas.
Deixaram um recado aos pais.
Não os queriam preocupar mas era preciso partir para aquela aventura que nunca iriam esquecer.
Dizia o bilhete:
“Papás – vamos os “quatro piolhos” brincar para um sítio mágico. Não se preocupem nem fiquem assustados. Vamos ter muito cuidado, como sempre nos ensinaram a ter, estamos bem e não deixaremos que nos façam mal. Estamos juntos e ninguém nos magoará. Regressamos em dois dias.
Beijos e saudades”
Puseram alguma comida nas mochilas, vestiram roupa leve pois estava muito, muito calor, e encontraram-se junto do poço do quintal da casa do Jonas e do Tó. Eram 10 horas da manhã do primeiro dia da aventura.
Partiram. Contentes, sem olhar para trás. Para não sentirem saudades.
O plano era este: seguiriam para os terrenos junto do circo e iriam fingir que tinham sido abandonados pelos pais. Pediriam abrigo e pediriam trabalho.
Desconheciam quem era o patrão, o chefe do Circo. Aquilo devia ter um chefe. Qualquer grupo o tem.
Quando chegaram perto do circo IMAGINÁRIO, só tinham olhos para os lindos cavalos, para as lindas bailarinas, para os leões nas jaulas.
A Bia meteu conversa com uma menina que estava a escovar um cavalo preto.
- Como te chamas?
- Sou a Luana. Quem são vocês?
- Somos irmãos e fomos abandonadas pelos nossos pais. Eles tratam-nos mal e ainda bem que estamos sem eles.
Era o Tomás a mentir, a mentir muito, como só ele sabia fazer.
Mas resultou.
- Então, podem ficar aqui. Precisamos de ajudantes para os cavalos. Aceitam ficar? Se sim, vou falar com o meu pai.
- O teu pai é o chefe?
- É o palhaço rico do Circo. Chama-se Lucas.
- Aceitamos – disseram todos em coro.
E começou ali a aventura mais fantástica na vida dos 4 primos.
O Vasco foi dar de beber às pombas do mágico, o Tó foi limpar o adro do Circo, a Bia iria escovar os cavalos e o Tomás seria o ajudante do Lucas, às vezes mais triste e às vezes mais contentes.
Na primeira noite, o espectáculo foi mágico. Os olhos dos primos brilhavam como nunca.
O Tomás foi fantástico como ajudante do Lucas. Teve tantas palmas que até chorou. Mesmo. Sem vergonha.
Os outros viam-no na plateia e também aplaudiram.
Á noite, ficaram a dormir todos juntos na barraca da Luana. Quase nem dormiram como tanta emoção!
No outro dia, tudo voltou a ser muito bom – comeram um pouco pior do que era costume mas dias não são dias…
Eles não queriam crescer, sair dali.
Mas à noite do segundo dia era chegada a hora de partir.
Tinham prometido aos pais voltar ao fim do segundo dia.
E iriam cumprir.
Com pena.
Não se despediram de ninguém para não chorarem.
Por isso, à noite, bem de noite, puseram-se em fuga para as suas casas, levando nos bolsos pedaços da aventura.
A Bia trouxe três pelos da crina do Hércules, o cavalo preto que tinha penteado.
O Vasco trouxe uma varinha mágica que lhe tinha sido dada pelo Mestre Luminoso.
O Tó trouxe uma pluma amarela da bailarina Tecas.
Até ao próximo ano.
Até ao regresso do circo. A Coimbra. E às suas vidas.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

50

50
(1963-2013)

Hoje apeteceu-me um pedaço de estrofe,
um naco de poema vadio,
uma fatia de romance de erva-doce ou de cordel.
Quero-me sensato, inquieto, imprevisível,
desassossegado na minha habitual pacatez,
metafórico,
feito daquelas águas claras
que irrompem das minhas almas,
sem aviso,
sem surpresa.
Leiam-me,
decifrem-me,
soletrem-me.
E ensinem-me as mágoas das flores,
perto das magnólias
que florescem antes de dar folha.
Não me atirem correntes
mas antes gotas de chuva.
Quero a mansidão das manhãs de Outono,
a fúria dos escorpiões,
os risos surdos de Charlot,
O nariz ímpio da Streisand
A voz sem nome da Dulce,
as garças do teu sorriso, Constança.

Obrigado por estares aí.
Obrigado por estarem aí...

Paulo Guerra – 3.11.2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dádiva...


domingo, 13 de outubro de 2013

auto-retrato


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

quebrado.............................

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fui ver o Mestre...


Fui ver um Homem Bom.
Com a certeza de que viria de lá ainda mais crente.
Como se fosse possível!
Mas fui, embalado pela doce notícia de que em Jerusalém sempre entram mais almas, umas desencontradas, outras em busca de uma bússola.
E quando pisei as águas da Galileia, numa barca náufraga de esperança, quando molhei os olhos no Gólgota de todos nós, senti-me mais eu, mais junto da Divindade, aquela que se fez Homem por todos nós, pelas nossas imperfeições, pelas nossas iniquidades.
E ouvi de novo as bem-aventuranças, vi o Cristo transfigurado no Monte Tabor onde a vista se perdeu de vista, ouvi os sussurros dos pastores em busca da Estrela da Natividade, o espanto de Isabel, a prima infértil, as novidades do filho João Baptista, o eco de Emaús, o reconhecimento de um Cristo ressuscitado na palma das nossas mãos de peregrinos.
E ouvi gritar, mais uma vez, «Abba, porque me abandonaste?», como se fosse um canto de hoje e uma súplica de esperanto, calcei as pedras das tentações, os musgos de Cafarnaum, as tulipas de Nazaré, sorri com o sorriso do Pai José, paciente e solene, molhei as pontas dos dedos no Jordão, deitei-me no morto mar, como se fosse uma entidade viva.
E na cidade velha, vi - ufanas - estações de uma Via Sacra, túmulos e sepulcros, marias e martas, grutas de traição, Pai nosso que estais no céu...
E quando entrei em Jerusalém, pensei serenamente nas marcas do Crucificado e reti as lágrimas que trazia guardadas do canto lusitano, à espera de depósito.
Por isso, por causa disso, dessa hora sexta da nossa existência, voltei serenado.
Até ao próximo calvário de todos os dias...
Até que Ele me volte a dizer palavras sábias...

domingo, 4 de agosto de 2013

lugares...


domingo, 30 de junho de 2013

no meu pé de limoeiro


terça-feira, 11 de junho de 2013

la vie ailleurs


segunda-feira, 10 de junho de 2013

little brother


terça-feira, 28 de maio de 2013

A Voz que Nos Rasgou por Dentro  

De onde vem - a voz que
nos rasgou por dentro, que
trouxe consigo a chuva negra
do outono, que fugiu por
entre névoas e campos
devorados pela erva?

Esteve aqui — aqui dentro
de nós, como se sempre aqui
tivesse estado; e não a
ouvimos, como se não nos
falasse desde sempre,
aqui, dentro de nós.

E agora que a queremos ouvir,
como se a tivéssemos re-
conhecido outrora, onde está? A voz
que dança de noite, no inverno,
sem luz nem eco, enquanto
segura pela mão o fio
obscuro do horizonte.

Diz: "Não chores o que te espera,
nem desças já pela margem
do rio derradeiro. Respira,
numa breve inspiração, o cheiro
da resina, nos bosques, e
o sopro húmido dos versos."

Como se a ouvíssemos.

Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ali


quarta-feira, 22 de maio de 2013

tempos

O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.


T. S. ELLIOT

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mãos


terça-feira, 30 de abril de 2013

ébano



domingo, 28 de abril de 2013

fogo aberto


Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;

encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto

seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.

Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"

terça-feira, 23 de abril de 2013

a minha ilha de pé salgado

 a cidadela é mais branca que cal
e o sol nem sequer consegue beijar as rubras flores...

som ou silêncio?

Música Calada   

Dizias que nos sobram as palavras:
e era o lugar perfeito para as coisas
esse escuro vazio no teu olhar. 

E demorava a dura paciência,
fruto do frio nas nossas mãos vazias
que mais coisas não tinham para dar. 

Dizia então a dor o nosso gesto
e durava nas coisas mais antigas
a solidão sem rasto que há no mar.

 Luís Filipe Castro Mendes

quinta-feira, 18 de abril de 2013

5ª sinfonia


quarta-feira, 17 de abril de 2013

ao sul

Acercam-se as sombras,
tão longe despenha-se o sol, algures no mar.
As casas são baixas, alinhadas em declive,
os telhados oblíquos,
os pátios circulares, em repouso a esta hora.
Vastas são as vinhas e os terraços,
vastas as vagas de um mar próximo, as pegadas
na praia agora deserta,
recolhidos os remos e as redes,
recolhida a minha vida.
Nada espero senão esta hora já lenta,
uma lua cheia de cio e aflições,
o regresso dos homens e dos cães, a treva.
Que cheguem.
José Agostinho Baptista, Morrer no Sul

sexta-feira, 12 de abril de 2013


Amigo, 
tu que choras uma angústia qualquer 
e falas de coisas mansas como o luar 
e paradas 
como as águas de um lago adormecido, 
acorda! 
Deixa de vez 
as margens do regato solitário 
onde te miras 
como se fosses a tua namorada. 
Abandona o jardim sem flores 
desse país inventado 
onde tu és o único habitante. 
Deixa os desejos sem rumo 
de barco ao deus-dará 
e esse ar de renúncia 
às coisas do mundo. 
Acorda, amigo, 
liberta-te dessa paz podre de milagre 
que existe 
apenas na tua imaginação. 
Abre os olhos e olha, 
abre os braços e luta! 
Amigo, 
antes da morte vir 
nasce de vez para a vida. 

Manuel da Fonseca in
"Poemas Dispersos".

terça-feira, 9 de abril de 2013

Terreno


Esta terra é nossa - dizem.
Esta terra lembra o desalento do nada
a saudade do verde que se teima em querer durar na nossa vida
Falam de feridas abertas
onde a dor se acende e o vento morno nos embala
A irmã lua ainda dança
para a gente cantar
A mãe lua ainda chama
para a gente dançar...

E se quisermos dobrar a alma
e tecer a tristeza em toques de veludo e de urze despida,
estamos à vontade e à frente do tempo e dos tempos

Vale o cântico desta terra
a fonte que não seca
o xisto que constrói pontes dentro de nós

Onde quer que eu vá
em toda a parte
onde quer que o sonho e a fadiga telúrica me leve,
hei-de lembrar-me de ti.

Terra minha. Terra nossa.

sábado, 6 de abril de 2013

Magnólia viva

um dia de púrpura.
promessas cumpridas.
paixões acesas.
um toque de sol.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

caixa de palavras

Guardarás numa caixinha
o que não fiz por ti,
a mão que não chegou à sobrancelha
que nem aflorou,
o beijo repetido nas palavras
sem que o tacto
o multiplicasse qual se desejava.


Nessa caixa de nada não tardará depois
a não estares só tu,
a não estar só eu,
a estarmos só os dois.


PEDRO TAMEN

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ilha




Houve uma ilha em ti que eu conquistei.
Uma ilha num mar de solidão.
Tinha um nome a ilha onde morei.
Chamava-se essa ilha Coração.

Que saudades do tempo que passei.
Nenhum desses momentos foi em vão.
Do teu corpo, de ti, já nada sei.
Também não sei da ilha, não sei, não.

Só sei de mim, coberto de raízes.
Enterrei os momentos mais felizes.
Vivo agora na sombra a recordar.

A ilha que eu amei já não existe.
Agora amo o céu quando estou triste
por não saber do coração do mar.

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

quinta-feira, 21 de março de 2013

poemário

Com uma pêra, dou-lhe um nome de erro
entre mim e tudo, na mão, amadureço
enquanto ela se torna propícia,
amarela ao influxo do vento de estrela para estrela.
O sangue da mão ensombra a fruta na sua volta
de átomos, abala
imagem, arquitectura.
E o espaço que isto cria: a noite
aparece no ar. E dura, leve, tersa, curva,
a linha
do fogo entrecruza
os pontos paralelos: a pêra desde o esplendor,
a mão desde
o equilíbrio, os centros
do sistema geral do corpo, o buraco negro.
Morro?
Escrevo apenas, e o hausto aspira
dedos e pêra, enigma e sentido, ordem, peso, o papel onde assenta
a constelação do mundo com esse buraco
negro e as palavras em torno.
No instante extremo de
desaparecerem.
Se morro, é por exemplo.

Herberto helder
Do Mundo
Assírio & Alvim, 1994

quinta-feira, 14 de março de 2013

aquário


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

a visita do tio oscar

A 85.ª edição dos Óscares decorreu esta madrugada dentro, no Dolby Theatre, em Los Angeles, numa cerimónia apresentada pelo comediante Seth MacFarlane.

Ao longo de três horas foram atribuídas 24 estatuetas.

Melhor Realizador
Ang Lee - «A Vida de Pi»

Melhor Filme
«Argo»

Melhor Atriz Secundária
Anne Hathaway - «Os Miseráveis»

Melhor Atriz Principal
Jennifer Lawrence - «Silver Linings Playbook»

Melhor Ator Principal
Daniel Day-Lewis - «Lincoln»

Melhor ator secundário
Cristoph Waltz, «Django Libertado»

Melhor argumento adaptado:
"Argo"

Melhor argumento original:
"Django Libertado"

Melhor filme estrangeiro (de língua não inglesa):
"Amor" (Áustria)

Melhor filme de animação:
"Brave"

Melhor documentário:
"Searching for sugar man"

Melhor documentário em curta-metragem:
"Inocente"

Melhor curta-metragem:
"Curfew"

Melhor curta-metragem de animação:
"Paperman"

Melhor produção artística:
"Lincoln"

Melhor fotografia:
"A vida de Pi"

Melhor montagem:
"Argo"

Melhor caracterização:
"Os miseráveis"

Melhor guarda-roupa:
"Anna Karenina"

Melhor Banda-sonora original
«Life of Pi» (Mychael Danna)

Melhor Canção original
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" - Adele (música e letra)

Melhor montagem de som:
"Skyfall"
"00:30 Hora Negra"

Melhor mistura de som:
"Os miseráveis"

Melhores efeitos visuais:
"A vida de Pi"

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O mestre mentor

THE MASTER, herdeiro da minha MAGNÓLIA, definitivamente, não é um filme fácil.
Mas é o melhor filme do ano.
Adulto, comprometido, acre, profundo, insuportavelmente perdido...
«O Mentor» é o sonho vivo e materializado do eterno estudante de Cinema, e uma adição meritória ao cânone formidável de Anderson sobre as falhas da natureza Humana.
Phoenix, insuperável (mesmo por Day Lewis).
Hoffman, o dito vulcão.
Adams, admirável.
A cena em que ele parte numa motorizada rumo ao infinito para nuna mais voltar é antológica.
A tempo de curar as feridas do passado e as promessas do futuro, num presente exangue, volúvel e inconsistente.
Num mundo em que alguém tem sempre um dono, em que alguém comanda sempre alguém...
MAGNÍFICO!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ave eva



Eva... ave
Entrego o pôr-do-sol nas tuas mãos
E procuro a mundividência fora dos teus olhos (embora por eles queira ver o mundo)
Sou um salteador de trovas perdidas
Domesticador do azul que de mim brota

Se te disserem que não te mereço
Pensa que o azul sempre se deu bem com o fogo que te amarrota...

Sabes, esperarei sempre por ti, mesmo que chegues a horas pardas!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ali, além

gosto de um amarelo fuga, em busca dos passos teus

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

para o lado que sopra o teu vento



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Les Miserables

A indigência não tem fim. E, pelos vistos, não falta quem adore.
Pode não haver comida...pode não haver dinheiro para a renda...mas todos os pobres e miseráveis ficam contentes com os milhares que estes ignorantes e medíocres e inúteis vão ganhar na TVI, com a Casa dos Segredos...Decisão Final...Algo muito importante que a Teresa Guilherme, o Carlos Moedas e o FMI andam a apoiar e a defender como solução para o país. vamos todos para a casa e a Voz passa a FMI.
Que merda de gente e de país e que tristeza franciscana.
Não sei se vomite, se ria, se chore, se....não posso dizer.
Que Deus se apiede daquela maralha.
E XAU.

(Não consigo adicionar imagens neste momento.....mais uma razão para não vir aqui tão cedo.) Desculpem.
Gui

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013.........................