quarta-feira, 26 de março de 2008

A defesa veste-se de negro

Preto ou Branco, era a questão!
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No dia em que Rosa Parks, costureira negra de meia-idade, foi impedida de se sentar no primeiro lugar vago de um autocarro branco quase vazio, alguém gritou, sem ter tempo para falar: "Black is beautiful"
No dia em que dois negros se matricularam na Universidade de Alabama, um país tremeu nos seus frágeis e brancos alicerces espirituais.
No dia em a Ku Klux Klan reviveu um antigo terror, as forças do poder calaram seus tambores e falaram em neutralidade.
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Houve reis que nunca usaram tiaras e que, em vez de trono, sentaram-se em púlpitos, decretando para o seu moreno povo as medidas de emergência que urgia tomar.
Porque será que ficou escrito que o Rei-Pastor - David - haveria de morrer?
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Preto e Branco, para quê a questão?
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Em tempo:
Bird York canta "In the deep" do filme CRASH (2004), um fantástico hino ao multiculturalismo

4 comentários:

Anónimo disse...

Suave como uma pena, a magnólia segue o seu caminho, enfrentando os problemas sociais. Não se veste de futilidade mas de oportunidade.
Muda de registo, muda de cor todos os dias, sabe a sabor diverso todas as noites.
Que não se cale.
ZM

Mádá disse...

Bom dia. Vim retribuir as visitas :-)!... Creio ja ter conseguido resolver a questão do link para o seu, no meu blog. Um beijo Amigo.

César Paulo Salema disse...

Obrigado, Mádá.
Já vi a ligação.
Saudações amigas e volte sempre.

Guilherme Salem disse...

Qualquer imagem do KKK deixa-me sem qualquer resquicio de tolerância (o que não pode ser pois essa é uma das suas características...como se tivessemos que ter tolerância pelos outros diferentes seja lá no que for...temos é que saber que todos são gente e nós também). Mas, realmente, o KKK é algo que mexe com a minha calma e paciência. De tão ignorante, violento (et pour cause), inculto, boçal, iletrado e sei lá que mais...assusta e revolta aos extremos da nossa (minha) tolerância. Mesmo que não seja o que já foi, essa manifestação humana (?) de esgoto ainda existe. Há fenómenos que, mesmo adormecidos ou enfraquecidos, não se devem nem podem esquecer. Tal como o anti-semitismo por exemplo, e também.Bem Hajam.