segunda-feira, 30 de junho de 2008

Histeria Bacoca





Dando voz livre à histeria saloia que por aí vai....HEY...VIVA o CRISTIANO...o gajo com boca de tamboril, idade de girino, qualidades futebolisticas únicas, e media maker sem par... uma homenagem ao maior parolo que já vi na minha vida...nem o Tino de Rans consegue ser tão execrável... (batam-me...) odeio este gajo....a imagem da consagração da mediocridade humana....se pelo menos só o venerassem pelo futebol...aqueles maxilares, aquela boca aberta tonta....aquele facies de ignorante...ok...podem espancar-me....já sei que estou só nesta cruzada anti idolos tontos....
Abraços e beijos

20 verdades



"Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta."
Ralph Waldo Emerson
“Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fadiga e persistência”
Henry Ford
“Nenhuma mente que se abre para uma nova ideia voltará a ter o tamanho original”
Albert Einstein
“Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis”
Ralph Waldo Emerson
“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita”
Mahatma Gandhi
“Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”
Confúcio
“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades”
Epícuro
“A fé, mesmo quando é profunda, nunca é completa”
Jean-Paul Sartre
“Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”
Madre Teresa de Calcutá
“Ninguém é bom por acaso; a virtude deve ser bem aprendida”
Chico Xavier
“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”
Chico Xavier
“Experiência é o nome que nós damos aos nossos próprios erros”
Oscar Wilde
“Adoro as coisas simples. Elas são o último refúgio de um espírito complexo”
Oscar Wilde
“A vida sem reflexão não merece ser vivida”
Sócrates
“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”
Shakespeare
“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”
Sêneca
“A esperança é o alimento de nossa alma, ao qual sempre se mistura o veneno do medo”
Voltaire
“Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar”
Ayrton Senna
“Quem só deseja demonstrar que está certo, termina por agir errado”
Paulo Coelho
“A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”
John Lennon

Privilégios.




Está na hora de subir o Marão e descer ao Douro.
Aí vou eu para Baião.

domingo, 29 de junho de 2008

No dia do Pedro


Costumava forçar-se a chorar antes de chegar a casa, depois de estar com seu amante. Olhava-se no espelho do elevador e dizia a si própria baixinho que o tempo lhe havia de roubar toda a beleza. (A Noiva Judia)

Há muitas maneiras de morrer, há muitas coisas para matar. O que se tem de matar primeiro é o que está mais próximo de nós. O que temos a obrigação de matar primeiro é o nosso amor. Depois já não é preciso, depois basta acabar.(Boa Noite)

A minha vida nada tem a ver com o que escrevo. (47 W 17)

E depois uma rapariga precisa de algumas coisas, poucas, só que cada uma dessas coisas, por sua vez, precisa de outras coisas e depois já são tantas que para fazer uma mala são precisas duas horas e um quarto. (Nos teus braços morreríamos)

Nunca se sabe o que é para sempre, sobretudo nas coisas do amor. E era uma coisa do amor, isto tudo. São tão estranhas as coisas do amor que não se compreendem por inteiro. Tem de se estar sempre a fazer suposições. Nunca se sabe como e até que ponto a até quando. Esta obsessão chega para impedir a vida, o amor pode impedir o amor, amaldiçoá-lo como um espectro. (Nos teus braços morreríamos)

Escrever pode ser uma óptima desculpa para quem na vida não tem qualquer esperança. É uma maneira de preencher uma sombra e há momentos em que um beijo escrito vale por muitos. (Nos teus braços morreríamos)

Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar. (Assinar a pele, conto)

Quem não está confuso corre o risco de estar enganado, pior, de se estar a enganar. (Saudades de Nova York)

Aquilo a que assisto é real e não é possível. (PortoKioto)


Neste dia 29, celebra-se um Pedro.
Deixo aqui palavras de outro.
Que leio de paixão...

Memórias



" Mais fascinante ainda é a história de Lilith. A tradição judaica conta que Eva não foi a primeira mulher de Adão,mas que existiu Lilith. E esta quis ser igual ao homem: indignava-se, por exemplo, que a forçassem a fazer amor debaixo de Adão, uma posição que lhe parecia humilhante, e reclamava os mesmos direitos que o homem. Adão, aproveitando a sua maior força física, tentou obrigá-la a obedecer, mas então Lilith abandonou-o. Foi a primeira feminista da Criação, mas as suas moderadas reivindicações eram obviamente inadmissíveis para o deus patriarcal da época, que converteu Lilith num diabo mata-crianças e a condenou a sofrer a morte de cem dos seus filhos todos os dias, horrendo castigo que emblematiza perfeitamente o poder do macho sobre a fêmea. É talvez no mito de Lilith esteja subjacente a memória esquecida dessa possível transição entre um mundo antigo não sexista (com mulheres tão fortes e tão independentes como os homens) e a nova ordem masculina que se instaurou depois."

"Introdução - A vida invisível" in Histórias de Mulheres, Rosa Monteiro, Edições Asa, 2000

Peso


O título da fotografia que publico era:
"Pensam os olhos que a alma não pesa".
Achei um título bom e não resisti em publicar aqui a foto.

sábado, 28 de junho de 2008

Possessão



Que amador de livros resiste a estas primeiras linhas de Possessão, uma história de amor?
“O livro era grosso e negro e estava coberto de pó. Tinha as margens curvas e quebradiças; em tempos tinha sido maltratado. Faltava-lhe a lombada, ou antes saía-lhe de entre as folhas como um marcador volumoso. Estava todo atado a toda a volta com uma fita branca suja amarrada num lenço bem feito.”
Este é um livro sobre livros e literatura e amor e uma sátira da vida académica. A sua autora, a inglesa A.S. Byatt (n. 1936) sabe do que fala, conhece o meio, as suas fragilidades e intrigas.
Professora de literatura até 1983, ano em que passou a viver exclusivamente da escrita, mistura neste também “livro grosso” o quotidiano com a erudição em duas histórias de amor passadas em tempos diferentes que lhe valeram o Booker Prize em 1990.
O livro tem 18 anos e continua a ser o romance de maior sucesso desta colaboradora das páginas literárias do Times Literary Supplement, do Independent e do Sunday Times.
Nesse cruzar de passado e presente, a escritora A.(Antonia). S. (Susan) Byatt mistura elementos do thriller na relação em que se envolvem dois académicos contemporâneos que estudam as vidas de dois poetas do século XIX: Randolph Henry Ash e Christabel LaMotte, que veio a descobrir-se terem estado envolvidos.
Possessão, uma história de amor (que acaba de ser publicada em Portugal pela Sextante numa tradução de António Pescada) são afinal duas, directamente relacionadas, e protagonizadas por dois pares que se unem através da literatura. Povoado de excertos de poemas e cartas destes dois poetas, o romance é um exercício de estilo, mas com uma escrita despretensiosa, rica na descrição de ambientes e de sentimentos, da parte de Byatt.
O livro é “grosso”, já se disse, mas isso não deve ser limitador a uma leitura que exige tempo mas retribui em prazer.
(Isabel Lucas)
Recomendo.
E o filme de Neil LaBute

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma glândula de tinta



Num Simpósio comemorativo do 80º aniversário de Karl Popper ocorrido em Viena entre 24 e 26 de Maio de 1983, no 1º dia dedicado à Ciência e Hipótese a determinada altura Sir Karl disse:
Cito-me a mim próprio: «Da amiba a Einstein é apenas um passo»
(...)
Os organismos mais ínfimos colocam permanentemente questões ao mundo e tentam, permanentemente, resolver problemas. Onde não há perguntas, as respostas não podem ser entendidas. As perguntas levam, naturalmente, com frequência à destruição do organismo.
Todos os organismos colocam e resolvem problemas continuamente; e por isso a ciência na realidade não é mais do que a continuação da actividade dos organismos inferiores. Existe uma grande diferença entre a amiba e Einstein, e essa diferença está em que Einstein defronta criticamente as soluções dos seus próprios problemas. E pode fazê-lo unicamente porque existe uma linguagem, uma linguagem humana, em que é possível formular as soluções dos nossos problemas. E desse modo transferimo-las para fora do nosso corpo. Como o fazemos com outros instrumentos que criámos. Em vez de deixarmos crescer uma glândula na extremidade dos dedos - uma glândula de tinta - para escrevermos, criámos uma caneta. É isto que distingue o homem dos animais.

Kiri te Kanawa



Por se encontrar em Portugal,
esta Senhora com uma carreira de 40 anos,
Deixo-vos uma música, mix de clássico e sabor a África.
Antema Africana.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

LUZ



Donde irradia essa luz que me mata a cabeça ?
Preciso de entrar em contacto com o 11 rápido...a luz está a tomar conta do meu ser....serão os ET´s ? ou será apenas a minha reconhecida e propalada maluqueira ? cria fama e deita-te na cama...maluco sou...

A menina e o pássaro encantado



Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

As mais belas histórias de Ruben Alves
Lisboa, Edições Asa, 2003.

Dedaleiras



Dedaleiras enchem os montes e os campos.

Maneiras de pensar



Existem apenas duas maneiras de ver a vida.
Uma é pensar que não existem milagres
e a outra é pensar que tudo é um milagre.

(Albert Einstein)

Receita para fazer um herói. (ou um mártir)



Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão,
E toque-se um clarim.

Serve-se morto.

Reinaldo Ferreira

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Manifesto surrealista



Conto de Fadas para as mulheres do século 21
"Era uma vez, numa terra muito distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Deparou-se com um sapo, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago de seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas.
Então, o sapo pulou no seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu tornei-me este sapo asqueroso.
Um beijo seu, no entanto, há-de-me transformar de novo num belo príncipe. Poderemos casar e constituir residência no seu lindo castelo.
A minha mãe poderia vir morar connosco e você poderia preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os meus filhos e seríamos felizes para sempre.
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de sapo à sautée, acompanhadas de cremoso molho acebolado e finíssimo vinho branco, ela riu e pensou consigo mesma:
- Nem morta!"

O poema crescido


Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.


Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.


— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.


— E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
(Herberto Helder)

Beautiful people



Porque isto é lindo!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Enciclopédia


O que significam alguns expressões vulgarmente utilizadas por nós:

Erro crasso

Significado:
Erro grosseiro.
Origem: Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

Ter para os alfinetes
Significado: Ter dinheiro para viver.
Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»

Do tempo da Maria Cachucha
Significado: Muito antigo.
Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.

À grande e à francesa
Significado: Viver com luxo e ostentação.
Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.

Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.
Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)
Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.
Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).

Dose para cavalo
Significado: Quantidade excessiva; demasiado.
Origem: Dose para cavalo, dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.
Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.
Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.

Dar um lamiré
Significado: Sinal para começar alguma coisa.
Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.
Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).
Nota: Escreve-se lamiré, com o r pronunciado como em caro.

Memória de elefante
Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.
Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo .

Lágrimas de crocodilo
Significado:
Choro fingido.
Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

Não poder com uma gata pelo rabo
Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.
Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

Mal e porcamente
Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou "
mal e porcamente", sob protesto suíno.»1
1 in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)


Já a formiga tem catarro
Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperientes.

Fazer tijolo

Significado: Morrer.
Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.
Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse.
O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu
estou a fazer tijolo '.
in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves

Fila indiana
Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.
Origem: Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.

Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

Embandeirar em arco
Significado: Manifestação efusiva de alegria.
Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

Cair da tripeça
Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.
Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

Fazer tábua rasa
Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.
Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum . Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»

Ave de mau agouro
Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.
Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.

Verdade de La Palisse
Significado: Uma verdade de La Palice (ou lapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.
Origem: O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:
"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.
Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.
Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse


Ter ouvidos de tísico
Significado: Ouvir muito bem.
Origem: Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.
Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.
As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão « ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».

Comer muito queijo
Significado: Ser esquecido; ter má memória.
Origem: A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.
A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes "Nova Floresta", relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».
Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa « comer (muito) queijo».

Acordo leonino
Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.
Origem: «Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.


Que massada!
Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.
Origem: É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.

Passar a mão pela cabeça
Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.
Origem: Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.

Gatos-pingados
Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.
Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão " gatos pingados" passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.

Meter uma lança em África
Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.
Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas "expedições em África", eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a " meter uma lança em África".

Queimar as pestanas
Significado: Estudar muito.
Origem: Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a " queimar as pestanas".

Caprichos...



Uuuaauuu!!! que beleza!!!



Deixa-te estar... estás velho para me chegar.
Além disso, tens silicone nos lábios e nariz,
e olhos de vidro.

Lágrima de preta.



Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão.

Gente




Gosto de gente assim, com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma cancão suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Gente que ama e tem saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais.

Admira paisagens, poeira e escuta.

Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emocões dentro de si, emocões que fluem naturalmente de dentro de seu ser!

Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos dificeis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.

Com muito amor dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando licões dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.

Gosto muito de gente assim... e desconfio que é deste tipo de gente que Deus também gosta...

(Artur da Távola)
E NÃO É PRECISO SER ANJO PARA GOSTAR DE GENTE ASSIM!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Meu cavalo alado

Trocas-me as mãos com o teu galope
Voas-me, embaraçado, pelas tuas crinas
Afugentas os meus demónios
E corres, veloz, em busca do meu trote...
Onde estás, cavalo meu?
... à solta do meu peito,
perto do canto mais estreito dos meus dedos,
longe da esquina mais larga do meu espanto

Quem te deu asas,
quem te feriu de voz e pena,
quem te trouxe encavalitado na minha dor,
quem te fez meu, mesmo sem asas?

Lua


Pinto a lua com as cores que restam da paleta com que vestes os teus dias.
Talvez me chegue para me chegar o luar...

Cavalo de várias cores



Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva - nimbos e cerros -
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem, todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinho
Sem um cavalo de várias cores?

Reinaldo Ferreira - Poemas

O último a rir...





Numa dada noite, três estudantes universitários beberam até altas horas e não estudaram para o teste do dia seguinte.

Na manhã seguinte, eles arquitectaram um plano para se safarem. Sujaram-se da pior maneira possível, com cinza, areia e lixo. Então, foram ter com o director da cadeira e disseram que tinham ido a um casamento na noite anterior e no seu regresso um pneu do carro que conduziam rebentou. E eles tiveram que empurrar o carro todo o caminho e, portanto não estavam em condições de fazer aquele teste.

O director que, era uma pessoa justa, disse que eles fariam um teste-substituição em três dias, e que para esse não haveriam desculpas. Eles afirmaram que isso não seria problema e que estariam preparados.

No terceiro dia eles apresentaram-se para o teste.
O director disse que aquele era um teste sob condições especiais e que os três teriam de o fazer em salas diferentes.
Os três, dado que tinham estudado bem para o teste e achavam-se preparados, concordaram com o director.

O teste tinha 5 perguntas com um total de 20 valores.

Q.1. Escreva o seu nome --- (0.5 valores)

Q.2. Escreva o nome da noiva e do noivo do casamento a que foste há quatro dias atrás --- (5 valores)

Q.3. Que tipo de carro conduziam, cujo pneu rebentou -- (5 valores)

Q.4. Qual das 4 rodas rebentou? -- (5 valores)

Q.5. Qual era a marca da roda que rebentou? --(2valores)

Q.6. Quem ia a conduzir? ---(2.5 valores)

domingo, 22 de junho de 2008

Ousada ou não.




sábado, 21 de junho de 2008

Quem se afasta?

Afasta-te, afasta-te, é tempo de eu me encontrar...
Não vos afastais uns dos outros. Juntos, somos a força.
Meninos e meninas, dancai, por favor, mais afastados uns dos outros...
O que lês tanto? Afasta os teus olhos dessas letras, minha amiga.

Expiação



Uma das mais belas cenas que o cinema de 2007 nos deu - retiro-a do filme "Atonement" de Joe Wright.
Emotiva.

Perdas


Se perdem gestos, cartas de amor, malas, parentes
Se perdem vozes, cidades, países, amigos
Romances perdidos, objetos perdidos, histórias se perdem.

Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento, mas não existe perda, existe movimento.


(Bruna Lombardi - citado no fime "O signo da cidade")

Uma das grandes cenas de amor do Brando. 'Hei Stella' - A Streetcar named Desire.

.

Brando
A Maior lenda da história do cinema.
Abençoado com a beleza e corpo de um Aquiles.
Ele é a escultura.
Ele é o instinto.
O vício.
A sensualidade.
O desejo.
A violência contida e em explosão.
A contenção de gestos.
A explosão de sentimentos.
A revolta.
Ele mostrou-se assim.
Mas quem era ele?
Stanley? Terry Malloy? Marco António? Paul?
Nehum deles.
Era, certamente, um esteta.
Um perfeccionista.
E um taciturno orgulhoso e destrutivo.

"Se eu não tivesse sido actor
ter-me-ia tornado um vigarista e
acabaria na cadeia.
Ou talvez tivesse enlouquecido."

Escreveu uma vez Marlon Brando.

Consulta de Movie Icons
Brando
Taschen Eitora

Eles...






Pacino, De Niro, Hopkins, Depp e Brando - eis os eleitos...

Acácias douram o dia.




Enquanto Pedro agoniza
e sangra a vida nas pedras
do chão estreito da praça
na praça tonta de luz
acácias douram o dia
aves alegres revoam
na praça tonta de luz.

Pedra entre pedras a poça
dos olhos vítreos de Pedro
reflete lotes de nuvens
no latifúndio do céu.

Enquanto Pedro agoniza
e um sol perfeito resseca
o sangue espesso nas pedras
Pedro ignora que a terra
a terra amante e mãe
com leves dedos afaga
o corpo que a desejou.

Inacabado horizonte
exangue pássaro Pedro:
seu corpo é sua sina
de pedra a mão campesina

Seu corpo é sua sina
de pedra a mão campesina.

Ademir Braz, Elegia de Verão.

VIDA


E viva o Verão....21...

Ou estamos Juntos ?

Sei lá....venham ET e quejandos...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estamos sós?

Estas imagens foram filmadas por uma turista alemã numa das ilhas do Caribe, ao norte de Trinidad Y Tobago no dia 16/08/2007, às 05:50 da manhã, numa praia que é um santuário para exploração submarina.
É uma região pouco visitada e para visitá-la tem de se ter permissão das autoridades, principalmente pela abundância de tubarões Tigre.
Esta turista pernoitou na ilha junto a outros pesquisadores para uma aventura submarina. Levantou-se bem cedo para contemplar o nascer do sol quando de repente encontrou algo inacreditável.
Têm dúvidas de que não estamos sós no universo?
O vídeo dura poucos segundos já que a câmara tinha pouca memória.
Esta turista teve o maior susto da sua vida e a única reacção foi um grande suspiro de medo e a emoção de gravar algo fora do comum. Ela não quis fotografar por medo do flash denunciar a sua posição para as naves que se encontravam em vôo rasante como se estivessem em busca de algo.
Nenhuma autoridade da região se manifestou sobre o assunto.

video

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Elas...






As minhas cinco divas - Jodie, Cate, Meryl, Helena e Maggie.
Amanhã trarei os cavalheiros...

Os fantasmas..



Nem pés nem mãos.
Fantasmas de ambos.
Terrores da mente humana?
Ou mera criatividade?

Dos pés.



Os pés não são meus.
As impressões digitais são do planeta mãe.

Das mãos

As mãos são minhas.
As impressões digitais quero-as tuas...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Casa



À Z., para se sentir em casa.

Euro 2008


Dedicatória


Há quem te chame menina,
Te dê rebuçados
E te ponha flores no cabelo,
Há quem te diga coisas bonitas,
Te vista de seda fina
E te dê tudo o que há de belo,
Há sempre quem te embale
Enquanto adormeces na cama
E te aconchegue os cobertores
Para que não se te encoste o frio...
Há quem te chegue voz que ama,
Com doçura, ao ouvido,
Quem te esconda debaixo de asa
Quando erras o caminho de casa
E até quem te ajude sem saberes.
Há-de haver um dia alguém
Que te vai levar, porque queres,
Para lugar de além,
Há-de haver um dia alguém
Que vai partilhar-se contigo,
Que vais dividir com alguém
A quem chamarás menina
E dês rebuçados,
Ponhas flores no cabelo,
Digas que amas sem segredo...
Há-de haver um dia alguém
Que te vai abraçar
Até a vida não te sobrar...