De volta.
Ao meu relógio de sol.
Ao meu canto
que tão bem regado foi pelos meus comparsas, cúmplices autores.
Vim hoje de uma ilha.
Solarenga.
Dona de tanta aguarela.
Florida.
Breve.
Singular.
Em forma de veleiro.
Hospedado numa Orquídea com nome de hotel,
trouxe notícias de novos ventos.
De Mónicas, Ruis e Ritas,
de felizes encontros,
novas amizades que se bordam na sombra dos dias,
tudo por causa deles,
os tais infantes que me vão albergando os cansaços de uma carreira profissional...
Chegado ao Continente, folheio uma revista fatigada de um jornal diário.
E leio algo improvável:
um poema, feito a horas marcantes, por um homem de cifrões, a quem não associávamos à cor das palavras.
Fala de nós. Das Magnólias e das dálias.
Vejam:
"Irrompeu
linda, linda,
no vértice
do pátio
magno
num ápice
provinda
da erva das terras
ou
da era
das trevas
uma magnificiente dália
ou talvez
uma magnólia
cor de magna
para Lineu
é indiferente
em todo o caso
não por acaso
dália
ou
magnólia
mas magnália"
O autor da magnália (este lado reverso) chama-se Paulo Teixeira Pinto. Ponto.
4 comentários:
Quem diria?
Um abraço à Magnólia e à Magnália...
Começo a acreditar que, pelo menos em alguns momentos, de facto, "é preciso muito pouco para tornar a vida (mais) feliz"...
Um abraço a todos os que regam esta magnólia!
Quem diria mesmo..PTP ? muito bem.
Pela minha parte: obrigado "ritinha"
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