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Se as penas todas que jamais serviram
mãos de poetas, houvessem haurido
os sublimes conceitos e arroubos
que o peito, a mente e a musa lhes moveram
ao descantar seus temas portentosos;
se a quinta- essência que elas destilaram
das flores imorredouras de seus versos,
onde, qual num espelho, apercebemos
as culminâncias do engenho humano-
se tudo, tudo isto, num só período
tivessem combinado, e na expressão
da magia do belo: mesmo assim,
sempre naquelas almas ansiosas
havia pelo menos de restar
um pensamento, graça ou maravilha
que nehuma virtude, nenhum estro
logrará digerir em vis palavras.
Christopher Marlowe (1563-1593) Reino Unido
Trad: Luiz Cardim.
In, Rosa do Mundo 2001 Poemas Para o Futuro.
A um amigo do inefável.
2 comentários:
Maravilhoso e belo.
Era o "amigo" distinguido.
Por isso gostei duplamente do comentário.
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