segunda-feira, 14 de julho de 2008

O Tempo e o Amor.


Era uma vez uma ilha muito bela, onde moravam os sentimentos: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, Amor, e outros.
Um dia avisaram os moradores dessa ilha que ela iria ser inundada.
Apavorado, o Amor providenciou para que todos os sentimentos se salvassem.
Ele, então, falou e disse-lhes:
- Fujam todos, a ilha vai ficar inundada!
Todos correram e pegaram nos seus barquinhos, para poderem aceder a um monte bem alto.
Só o Amor não se apressou, pois queria ficar mais um bocadinho apreciando a sua ilha.
Quando já estava em perigo, correu para pedir ajuda.
Estava a passar a Riqueza, e o Amor disse:
- Riqueza, levas-me contigo?
Ela respondeu:
- Não posso, meu barco está cheio de prata e ouro, e tu não vais caber.
Passou então a Vaidade, e o Amor pediu:
- Oh, Vaidade, levas-me contigo?
A Vaidade respondeu:
- Não posso, tu vais sujar o meu barco!
Logo atrás vinha a Tristeza:
- Tristeza, posso ir contigo?
- Ah... Amor, eu estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou também a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela.
Já desesperado, pensando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.
Passou um barquinho, onde estava um velhinho que gritou:
- Sobe, Amor, que eu levo-te!
O Amor ficou tão radiante de felicidade, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando ao monte onde estavam os sentimentos, o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem era o velhinho que me trouxe?
- O Tempo! - respondeu a Sabedoria.
- O Tempo?! - continuou o Amor - Mas, porque é que só o Tempo me trouxe até aqui?
A Sabedoria concluiu:
- Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor...
Autor desconhecido.

9 comentários:

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

e nessa historia nao havia um homem-lata? e um Leão que chorava?...

Passiflora Maré disse...

Esses era só na história dos sapatos mágicos, da estrada dos tijolos amarelos e da cidade da Esmeralda.
Fique bem. Já lhe arranjaram um ´
belíssimo vestíbulo ao ar livre.

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

esse fique bem será, não me chateeis?? lol

Passiflora Maré disse...

Longe de mim tal pensamento é sempe bem vindo quem vier por bem.
Até lhe tenho encontrado graça nas suas intervenções no outro blogue.
Mas não está com um pouco de suspicácia?

Anabela Magalhães disse...

Ora já vejo que o Clap anda por aqui a espalhar a sua irreverência!
Gostei da história, Passi. Desconhecia por completo.

CLAP!CLAP!CLAP! disse...

reconheço q sim! Este tb é um espaço de silêncios e dúvidas em branco. Naturalmente.:-)

CLAP!CLAP!CLAP! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
«Das margens do Douro» disse...

Bonita esta "estória" que a frondosa Passiflora nos trouxe. Curioso também que venha encimada por um "amor-perfeito". Não há amores perfeitos, e o tempo, que aqui conduziu o amor, é disso a grande testemunha. Ou será o grande "culpado"? Obrigado, ainda assim, por esta estória amorosa...

Passiflora Maré disse...

Obrigada margens do Douro é para mim grande felicidade tê-las sempre por perto.
O meu Rio de adoração...