segunda-feira, 4 de novembro de 2013

50

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(1963-2013)

Hoje apeteceu-me um pedaço de estrofe,
um naco de poema vadio,
uma fatia de romance de erva-doce ou de cordel.
Quero-me sensato, inquieto, imprevisível,
desassossegado na minha habitual pacatez,
metafórico,
feito daquelas águas claras
que irrompem das minhas almas,
sem aviso,
sem surpresa.
Leiam-me,
decifrem-me,
soletrem-me.
E ensinem-me as mágoas das flores,
perto das magnólias
que florescem antes de dar folha.
Não me atirem correntes
mas antes gotas de chuva.
Quero a mansidão das manhãs de Outono,
a fúria dos escorpiões,
os risos surdos de Charlot,
O nariz ímpio da Streisand
A voz sem nome da Dulce,
as garças do teu sorriso, Constança.

Obrigado por estares aí.
Obrigado por estarem aí...

Paulo Guerra – 3.11.2013

6 comentários:

Anónimo disse...

Obrigada.F

Anónimo disse...

Obrigada.F

Anónimo disse...

Obrigada.F

António Manuel - Tómanel disse...

Passei por aqui para espreitar o teu blog e ao mesmo tempo desejar festas felizes.
Como sempre, tens aqui interessantes trabalhos.
Um abraço.
http://umraiodeluzefezseluz.blogspot.com

Guilherme Salem disse...

Meu querido C...e eu que esqueci de vir aqui dar um aconchego neste post, sobretudo tendo vivido tudo em directo (à antiga ortografia)...um abraço imenso e até já.

Guilherme Salem disse...

Tenho saudades deste dia 03.11.2013....obrigado C